O chanceler Olaf Scholz apontou, esta terça-feira, que a Alemanha deve estar pronta para a escalada do conflito na Ucrânia, defendendo que a sua polémica viagem à China valeu a pena para esclarecer a posição conjunta dos dois países contra o uso de armas nucleares.
“Tendo em vista o desenvolvimento da guerra e dos fracassos visíveis e crescentes da Rússia, devemos estar prontos para uma escalada”, observou Scholz, numa conferência em Berlim organizada pelo jornal ‘Sueddeutsche Zeitung’ – pode mesmo incluir a destruição da infraestrutura, acrescentou.
Na sua visita à China, no início de novembro, Scholz e o presidente chinês Xi Jinping condenaram as ameaças de usar armas atómicas na Ucrânia.
Noutro propósito, o chanceler alemão anunciou que a Alemanha não cometerá o “erro” de entrar “pela segunda vez” numa dependência energética como a criada nos últimos anos com Rússia no fornecimento de gás natural. “Com a Rússia, vimos o que significa tornar-se dependente de um recurso estratégico como o gás”, declarou.
“O que entendi, depois de muitas conversas com representantes da economia alemã, é que esse erro não vai acontecer connosco uma segunda vez”, reconheceu Scholz, que explicou os desafios da economia alemã e a sua ambição de diversificar as fontes de abastecimento em várias áreas. “Trabalharemos para que a economia alemã, para que a posição da Alemanha como local de negócios, sobreviva aos tempos difíceis”, prometeu.














