A análise de Luís Pais Antunes, Managing Partner da PLMJ
Num contexto que permanece incerto (a evolução da pandemia continua a ser uma incógnita; o país está sem orçamento e à beira de eleições antecipadas, num quadro em que a inflação começa a dar sinais de querer regressar e a pressão dos custos da energia e o risco de ruptura das cadeias de abastecimento são um factor de preocupação crescente), a maioria dos inquiridos parece manter um relativo optimismo sobre o futuro próximo. Esse “optimismo relativo” está, contudo, mais virado para dentro (empresas) do que para fora (país). O grau de confiança nas empresas e organizações que dirigem não encontra paralelo naquilo que vêem para o país: as expectativas de crescimento da economia são limitadas (quase 90% não antecipa uma evolução em linha com o projectado pelo governo e instituições internacionais e 40% estima que o crescimento será inferior a 3%) e o aumento significativo da dívida pública aparece “à cabeça” das principais ameaças à economia portuguesa nos próximos tempos (mais de um terço elege essa como a maior preocupação, acima da evolução da pandemia, da perturbação nas cadeias de abastecimento ou do aumento dos custos da energia). As medidas nos domínios da fiscalidade (incentivos e estabilidade) e da legislação laboral (flexibilidade) permanecem identificadas como os principais passos a dar para estimular a economia e inverter a sucessiva degradação da competitividade de Portugal face aos parceiros da EU.
Testemunho publicado na edição de Dezembro (nº. 189) da Executive Digest, no âmbito da XXI edição do seu Barómetro.














