O secretário de estado da saúde, António Lacerda Sales, disse esta segunda-feira que o Governo continua empenhado em permitir o regresso à possível normalidade das modalidades desportivas, em concreto do futebol. Contudo, «as autoridades de saúde não abdicam de usar todos os meios de saúde pública para limitar a propagação do vírus».
«As condições de avaliação cabem às autoridades de saúde, que diferem de local para local», afirma o responsável acrescentando que nesta altura «o desporto e o futebol querem manter a excelente imagem de deixaram na época passada» e assim devem continuar, pelo que avaliação será feita ao longo do tempo, indica na habitual conferência de imprensa sobre a evolução da pandemia em Portugal.
A directora geral da saúde, Graça Freitas, também presente na conferência, completou o tema dizendo que «a equidade é um bem muito importante, o que permite tratar situações diferentes de forma diferente, não é uma questão numérica, é toda uma avaliação do risco em que os médicos se baseiam», refere em relação a um possível regresso do público ao futebol.
No que diz respeito ao cumprimento de cotovelo, a responsável refere: «Não me parece que represente muito risco». «É um cumprimento muito muito rápido, que habitualmente é lateral e por isso não me parece que contribua nem deixe de contribuir para a evolução da epidemia».
Graça Freitas ressalva que sabe que a recomendação para evitar esse tipo de cumprimento veio do director geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), mas relativiza dizendo que «se tem usado muito, é fugaz, esporádico e de baixo risco», refere rematando: «Não me parece que seja um factor de risco a considerar».
Quando questionada sobre se estamos a atravessar uma segunda vaga, Graça Freitas indica que apesar do aumento de casos, «nunca tivemos sem infecções», houve sempre um registo. «Só daqui a uns dias é que perceberemos se a tendência de aumento se mantém e se estamos realmente numa segunda vaga».














