Ucrânia exige à Hungria devolução imediata de dinheiro e ouro do banco Oschadbank

O ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros exigiu a devolução imediata do dinheiro e dos lingotes de ouro do banco público ucraniano Oschadbank, apreendidos na Hungria há três dias, enquanto eram transportados em duas carrinhas blindadas da Áustria para a Ucrânia.

Executive Digest com Lusa

O ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros exigiu a devolução imediata do dinheiro e dos lingotes de ouro do banco público ucraniano Oschadbank, apreendidos na Hungria há três dias, enquanto eram transportados em duas carrinhas blindadas da Áustria para a Ucrânia.


“Este dinheiro não pertence à Hungria nem ao seu Governo, é propriedade do banco estatal ucraniano Oschadbank e, portanto, dos contribuintes ucranianos. Exigimos a sua devolução imediata e instamos toda a Europa a condenar este ato sem precedentes de banditismo e extorsão por parte de um Estado. Apelo a todos os nossos parceiros europeus para que se façam ouvir”, escreveu Andrí Sibiga numa publicação na rede social X.


O responsável recordou ainda que “hoje é o terceiro dia desde que as autoridades húngaras roubaram duas viaturas blindadas de um banco ucraniano, que circulavam desde a Áustria, e retiraram dinheiro e metais preciosos à luz do dia”.


Oschadbank exigiu, no sábado, à Hungria a devolução das carrinhas blindadas e dos 40 milhões de dólares norte-americanos, dos 35 milhões de euros em numerário e dos 9 quilos em lingotes de ouro apreendidos.


As autoridades húngaras afirmam que apreenderam o veículo para investigar se se trata de um alegado caso de branqueamento de capitais, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Péter Szijjártó, disse que é “legítimo questionar-se” se esses fundos não provêm da “máfia da guerra”, sem apresentar mais provas ou explicações.

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Além disso, as autoridades de Budapeste tinham retido os sete transportadores de valores ucranianos, trabalhadores do Oschadbank, que regressaram finalmente à Ucrânia na tarde de sexta-feira, após terem sido libertados.


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