O secretário de estado da Saúde, António Sales, refere, na conferência de imprensa diária da Direcção Geral da Saúde (DGS), que desde o dia 1 de Março realizaram-se 670 mil testes de diagnóstico em Portugal, com o 15 de Maio a ser o dia com mais testes, tendo sido processadas 19.900 amostras.
De 1 a 17 de Maio a média foi de mais de 13 mil testes por dia: 44% nos públicos, 41% nos privados e os restantes 14% nos outros laboratórios, segundo o responsável.
Mais de 8600 profissionais das unidades de cuidados continuados já realizaram teste à Covid, o que corresponde a mais de 56%, registando-se 62 casos positivos desde o inicio da pandemia, afirma António Sales.
Desde 9 de Março foram transferidos 3.843 doentes dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), para a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, ainda no mesmo período foram encontradas mais de 300 respostas sociais, libertando assim várias camas hospitalares.
No que diz respeito ao desconfinamento, o secretário de estado da saúde sublinha a importância de existir «liberdade, sim, mas com responsabilidade», sendo necessário «bom senso, equilíbrio», salvaguardando normas de segurança. «É no ponto de equilíbrio que a mensagem tem de ser passada. Voltar à normalidade não quer dizer relaxamento, continuamos a ter dever de contenção», afirma.
O responsável indica que tem sido feita uma articulação para que sejam tomadas medidas para os reclusos que vieram de precária, são colocados em quarentena e são testados, «está é uma prova de que o sistema funciona bem», afirma adiantando que os reclusos em questão já se encontram no hospital prisional de S. João de Deus. Já foram testados 1200 funcionários e colaboradores dos estabelecimentos prisionais.
«Estamos a providenciar, através de planos bem elaborados, para ser possível em Junho, retomar as visitas às prisões», sempre em articulação com a DGS, ressalva António Sales.
«Não haverá qualquer distribuição de máscaras sem que a análise esteja feita e sejam reunidas todas as condições de segurança», assegura o secretário de estado da saúde.
Na próxima semana e provavelmente na seguinte, espera-se que cheguem voos com ventiladores.
Na conferência estava também a directora geral da saúde, Graça Freitas, que se referiu às indicações lançadas pela DGS esta terça-feira para os recém-nascidos, dizendo que os mesmos «continuam a nascer bem, sobretudo nas nossas maternidades e hospitais e continuam a dispor de várias facilidades para começar bem a sua vida», afirma.
«O registo civil do recém-nascido pode ser pedido através de uma plataforma online; a notícia de nascimento electrónica permite ao hospital comunicar ao centro de saúde como correu o parto; na maternidade o recém-nascido recebe a sua primeira vacina e se tiver critérios é identificado para receber a vacina BCG; as crianças devem ainda fazer o teste do pézinho», afirma Graça Freitas.
A responsável destaca ainda três aspectos importantes: se a mãe estiver infectada existe um protocolo clínico para o seu filho; a OMS recomenda que os recém-nascidos de mães suspeitas da Covid-19 possam ser alimentados directamente; se a mãe necessitar de internamento, o recém-nascido pode ter alta, explica a directora geral da saúde.
No que diz respeito aos dois casos de profissionais de saúde no Hospital de Santa Maria, a responsável confirma e refere que «o hospital tem conhecimento, os profissionais e os doentes estão bem actualmente» e a situação está a ser devidamente acompanhada e «está controlada», refere.
Relativamente à politica de testes, mantemos em vigor a realização dos mesmos em função da sintomatologia e do risco do profissional, «para os profissionais assintomáticos mas em risco de exposição ficam sempre em quarentena, mesmo que não façam teste».
«Temos de observar até que ponto é que o desconfinamento tem influência na curva da epidemia», refere Graça Freitas quando questionada sobre a reabertura de spas e lojas de tatuagens, sublinhando que «terá de ser gradual e faseada».
Relativamente à hidroxicloroquina, Graça Freitas refere que o Infarmed tem avaliado «a sua eficácia, segurança e qualidade». No que diz respeito ao efeito do calor no vírus, a responsável diz que devemos aguardar para ver o comportamento do vírus, «não sabemos se vai haver um abrandamento muito acentuado nos meses de verão».
Portugal regista actualmente 1.247 vítimas mortais pelo novo coronavírus, um aumento de 16 face a segunda-feira, e ainda 29.432 pacientes infectados, mais 223 do que no dia anterior, segundo o boletim diário divulgado há instantes pela DGS.











