Ir ao cinema, beber um cappuccino, apanhar um táxi, comprar um iPhone ou até fazer uma refeição no McDonald’s continua a custar menos em Lisboa do que na maioria das grandes cidades do mundo. A conclusão é do relatório Mapping the World’s Prices 2026, do Deutsche Bank Research Institute, que compara o custo de vida em 69 cidades de vários continentes.
Apesar da inflação dos últimos anos, Lisboa permanece longe do grupo das cidades mais caras do mundo, liderado por Zurique, Genebra, Telavive, Nova Iorque e São Francisco. A principal exceção continua a ser a habitação, onde os preços da capital portuguesa já se aproximam dos praticados noutras grandes cidades europeias.
Uma ida ao cinema custa, em média, 8,42 euros em Lisboa, cerca de metade do preço cobrado em Zurique, onde um bilhete ronda os 21 euros.
Se depois decidir jantar fora, uma refeição para duas pessoas num restaurante de gama média custa cerca de 54,70 euros. Nas cidades suíças, o mesmo jantar ultrapassa os 125 euros, enquanto em Jacarta fica abaixo dos 15 euros.
Para uma refeição mais rápida, um menu no McDonald’s ronda os 11,50 euros em Lisboa. Em Telavive ultrapassa os 18 euros e em Zurique aproxima-se dos 16 euros, enquanto em Jacarta custa pouco mais de 3 euros.
Também um cappuccino continua relativamente acessível na capital portuguesa, com um preço médio de 2,55 euros. Em Zurique, a mesma bebida aproxima-se dos 6 euros.
Já uma garrafa de vinho comprada num supermercado custa, em média, 4,95 euros em Lisboa. Em Singapura, cidade onde este indicador atinge o valor mais elevado do estudo, o preço ultrapassa os 19 euros.
Nos transportes, Lisboa mantém-se igualmente a meio da tabela. Uma viagem de táxi de cinco quilómetros custa cerca de 8,30 euros, muito abaixo dos mais de 27 euros cobrados em Zurique. Um bilhete de transporte público ronda os 2 euros, enquanto na cidade suíça ultrapassa os 5 euros.
É na habitação que a diferença começa a esbater-se. Arrendar um apartamento T3 no centro de Lisboa custa, em média, cerca de 2.540 euros por mês, colocando a capital portuguesa acima de Madrid neste indicador, embora ainda muito distante de Nova Iorque, onde uma habitação semelhante ultrapassa os 7.600 euros mensais.
O estudo compara também os preços da tecnologia. Em Portugal, um iPhone 17 Pro custa cerca de 1.359 euros, valor que coloca o país a meio da tabela. A Turquia apresenta o preço mais elevado, superior a 2.200 euros, enquanto o Japão continua a ser um dos mercados mais baratos para adquirir o equipamento.
No conjunto dos indicadores, o Deutsche Bank conclui que Lisboa continua a oferecer um custo de vida significativamente inferior ao das principais capitais financeiras mundiais. Ainda assim, a subida dos preços da habitação continua a destacar-se como o fator que mais pressiona o orçamento de quem vive na capital portuguesa.














