Ordem abre processo contra médicos que negam gravidade da Covid-19

A Ordem dos Médicos (OM) vai travar uma nova luta, desta vez contra o movimento «Médicos pela verdade», que nega a gravidade da Covid-19. Foi aberto um processo, que visa investigar «informações, denúncias, documentação e queixas relacionadas» com esse movimento «e com as ideias por ele propagadas», referiu fonte do gabinete do bastonário ao ‘Observador’.

Segundo a mesma publicação já está em processo de instrução pelo menos uma das queixas contra o movimento que, entre outras ideologias, defende que a pandemia não existe, não havendo por isso necessidade de a população assintomática ser testada ou isolada, nem do uso de máscara de forma geral.

As ideias defendidas pelo grupo são habitualmente divulgadas através das redes sociais, mas também na imprensa, em forma de artigos de opinião, adianta o jornal, revelando que, por este motivo, tem circulado um modelo de carta no Facebook dirigido à OM, onde se alerta para o «perigo» do movimento e das ideias por ele defendidas.

Na carta são feitas algumas questões, que contribuíram para que fosse aberto um processo, nomeadamente: «A OM o que faz em relação aos Médicos Pela Verdade? Está a par da perigosa desinformação que tem vindo a publicitar por todas as vias de informação possíveis?».

Um dos fundadores do movimento, Gabriel Branco, disse na altura de apresentação do mesmo, que o «objetivo» passava por «juntar os médicos que estão descontentes com o discurso oficial, que decorre em paralelo com a realidade», indicando que são «um agrupamento de médicos de diversas especialidades, de diversos escalões etários e sem qualquer vínculo a qualquer fação religiosa».

Joaquim Sá Couto, outro médico membro do movimento, disse ao ‘Observador que não sabia da abertura do processo, mas concorda com a decisão da OM. «Se há um inquérito, não sabia, mas vejo isso como extremamente positivo no sentido de haver um escrutínio daquilo que as pessoas dizem e fazem», afirma. «Todos os que têm uma opinião contrária estão sujeitos a um certo escrutínio», acrescenta.

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