As novas variantes do coronavírus identificadas no Reino Unido, África do Sul e agora Japão são mais contagiosas, o que as torna “altamente problemáticas” já que podem causar mais casos de covid-19 e hospitalizações se a propagação do vírus não for imediatamente contida, advertiu esta segunda-feira o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.
A agência mundial de saúde foi alertada durante o fim-de-semana sobre uma nova estirpe de SARS-CoV-2 descoberta no Japão, em quatro passageiros provenientes do Brasil que aterraram no aeroporto internacional de Tóquio. Três manifestaram sintomas da doença, como dificuldades respiratórias, febre e dores de garganta, durante a quarentena obrigatória para viajantes que chegam ao Japão.
A variante recentemente descoberta partilha algumas das mutações que a tornam mais infeciosa, informou o Instituto Nacional de Doenças Infeciosas do Japão, referindo-se às estirpes altamente contagiosas detetadas no Reino Unido e África do Sul. Contudo, neste momento, qualquer informação sobre a nova variante está limitada à sua composição genética. O instituto acrescentou que é difícil determinar imediatamente quão infeciosa é a nova estirpe e qual a eficácia das vacinas contra a mesma.
“Quanto mais o vírus se espalhar, maior a probabilidade de novas alterações ao vírus”, disse o diretor-geral da OMS numa conferência de imprensa esta segunda-feira, observando que as novas variantes parecem ser mais contagiosas do que as estirpes anteriores.
“Isto pode conduzir a um surto de casos e hospitalizações, o que é altamente problemático para os profissionais de saúde e hospitais já próximos do ponto de rutura. Isto é especialmente verdade onde a saúde pública e as medidas sociais já se degradaram”, disse ainda.
A variante do vírus descoberta no Japão pertence à estirpe “B.1.1.248” e tem 12 mutações na proteína do pico (que infeta as células humanas), segundo o Instituto Nacional de Doenças Infeciosas do Japão. O Ministério da Saúde informou que estavam em curso estudos para determinar a eficácia das vacinas contra a nova variante.














