Os responsáveis da tecnológicas OpenAI e da Nvidia vão participar na quinta-feira de um jantar oferecido em honra de Xi Jinping na Casa Branca, indicou um responsável norte-americano.
“Será um evento muito concorrido, com lugares extremamente disputados”, declarou um responsável não identificado durante uma conversa com jornalistas, reportou a agência France-Presse.
Segundo a mesma fonte, numa altura em que a inteligência artificial (IA) estará no centro da visita do presidente chinês a Washington, além de Sam Altman e Jensen Huang, outros grandes nomes do setor tecnológico, como Jeff Bezos e Elon Musk, também estarão presentes.
A IA deverá ocupar um lugar de destaque nas conversações entre Donald Trump e Xi Jinping, uma vez que os Estados Unidos e a China são as duas principais potências na corrida ao desenvolvimento desta tecnologia.
Embora a China ainda não tenha confirmado oficialmente a visita do líder chinês aos Estados Unidos, esta está prevista para 24 de setembro, segundo as autoridades norte-americanas.
Apesar dos crescentes apelos à moderação perante o risco de perda de controlo, o governo norte-americano considera que os principais intervenientes do setor, como a OpenAI, a Anthropic, a Google e a Meta, não se podem dar ao luxo de abrandar, receando que a China ganhe vantagem.
Durante muito tempo considerada atrasada no domínio da IA avançada, Pequim está a recuperar rapidamente o atraso em relação aos Estados Unidos.
Washington tentou travar esses progressos através da limitação das exportações para a China de chips avançados necessários à IA de ponta, nomeadamente os semicondutores da Nvidia.
À semelhança de Donald Trump, Jensen Huang, da Nvidia, opõe-se à ideia de travar o desenvolvimento da IA.
“Temos de avançar o mais rapidamente possível, sem nos preocuparmos com o que os outros estão a fazer”, declarou Huang numa entrevista à emissora CBS, da qual foi divulgado um excerto na sexta-feira.
“Vamos avançar o mais rapidamente possível, mas nunca, em circunstância alguma, comercializaremos produtos antes de estarem prontos, nem disponibilizaremos produtos perigosos”, acrescentou.
Apesar da rivalidade com Pequim, mantém-se a esperança de que as duas superpotências possam chegar a um acordo durante o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping.
Contudo, um acordo ambicioso, como uma desaceleração do desenvolvimento da IA ou a implementação de mecanismos de salvaguarda à escala mundial, parece estar fora de alcance.
O jornal de Hong Kong South China Morning Post noticiou na quinta-feira que uma delegação empresarial chinesa poderá acompanhar Xi, incluindo executivos da fabricante automóvel BYD, da tecnológica Xiaomi e da fabricante de baterias CATL.
A iniciativa faria lembrar a visita de Trump a Pequim, em maio, quando o Presidente norte-americano viajou acompanhado por responsáveis da Tesla, Apple, Nvidia e Boeing.














