Depois da sua demissão do cargo de Presidente do Credit Suisse, António Horta-Osório é um alvo ainda mais escrutinado pela imprensa internacional. Desde a sua chegada ao banco suíço até à sua demissão, há quem sublinhe o seu “estilo imponente”.
Horta-Osório chegou ao Credit Suisse sem nunca ter experimentado um banco em crise. Depois de vários constrangimentos como o escândalo de espionagem corporativa envolvendo altos executivos ou o envolvimento com a empresa financeira condenada Greensill Capital, o banco depara-se com um novo revés com a renúncia do banqueiro.
“Raramente um executivo que chegou com tanta fanfarra se destacou de forma tão espetacular. Demorou apenas nove meses para Horta-Osório passar de contratado estrela a pária, e alguns que testemunharam o seu declínio e queda especulam que a investigação da quarentena pode ter sido uma oportunidade para cortar os laços com um líder que alienou muitos dentro do Credit Suisse”, escrevem Marion Halftermeyer e Ambereen Choudhury na ‘Bloomberg’.
Neste título pode ler-se ainda que Horta-Osório tinha um “estilo imponente que deixou de lado o CEO”, Thomas Gottstein. De acoro com fontes da ‘Bloomberg’, Horta-Osório falava frequentemente sobre Gottstein nas reuniões, criando tensão constante entre os banqueiros.
António Horta-Osório demitiu-se depois de nove meses no cargo, após quebrar medidas de prevenção contra a covid-19 na Suíça e Reino Unido.
“Lamento que algumas das minhas ações pessoais tenham levado a dificuldades para o banco e comprometido a minha capacidade de representar o banco interna e externamente”, disse Horta-Osório num comunicado citado pela agência ‘Bloomberg’.
“Por conseguinte, acredito que a minha demissão é do interesse do banco e das suas partes interessadas neste momento crucial”, acrescentou.
O português tinha regressado à Suíça do Reino Unido a 28 de novembro e partido para a península ibérica antes de um período de quarentena obrigatório de 10 dias ter terminado, acrescentou a Bloomberg.
Antes, Horta-Osório já teria quebrado as regras em julho de 2021, quando assistiu às finais de ténis de Wimbledon em Londres, contrariando as regras de prevenção no Reino Unido.














