Mesmo com as novas propostas apresentadas pelo Ministério da Saúde aos sindicatos dos médicos, as greves e protestos já convocados não foram desmarcados, mantendo-se a greve destes profissionais às horas extraordinárias, convocada pelo Sindicato independente dos Médicos (SIM), e que foi prolongada até 24 de novembro.
No final da reunião desta quinta-feira com os sindicatos, o ministro Manuel Pizarro recordou a disponibilidade da tutela “para voltar à mesa de negociação para aprofundar este trabalho ainda mais cedo”.
“Achamos que isso era melhor para o Serviço Nacional de Saúde e era melhor também para os médicos, mas temos que respeitar a vontade do sindicato em concretizar mais uma jornada de greve”, disse o governante, lamentando a decisão da estrutura sindical manter a greve quando “há um progresso claro nas negociações”.
“Acho que é uma proposta de enorme valor também na valorização da profissão médica”, considerou o ministro sobre as ‘cartas’ que hoje levou para a mesa das negociações com os médicos.
O Ministério da Saúde prevê, na proposta apresentada esta quinta-feira aos sindicatos, um suplemento de 500 euros mensais para os médicos que realizam serviço de urgência e a possibilidade de poderem optar pelas 35 horas semanais.
O Sindicato Independente dos Médicos e a Federação Nacional dos Médicos estão esta tarde reunidos com a tutela, um mês depois da última ronda negocial extraordinária, que terminou sem acordo.
O encontro acontece numa altura que o Serviço Nacional de Saúde enfrenta uma crise nos serviços de urgência devido à recusa de mais de 2.000 médicos em fazerem horas extraordinárias, além das 150 obrigatórias.
No documento entregue aos sindicatos, a que agência Lusa teve acesso, o Ministério da Saúde propõe “um novo modelo remuneratório” para os médicos que realizam urgências, estimando-se que 7.470 especialistas estejam no regime de 40 horas semanais, 461 no regime de 42 horas (dedicação exclusiva), 333 estão nas 35 horas semanais e 36 no regime de 35 horas (dedicação exclusiva).
*Com Lusa




