Dubai vai construir cidade marciana no deserto

Depois de ser pioneiro em muitas inovações, o Dubai está agora a planear construir uma cidade marciana no deserto.

Simone Silva

Depois de ser pioneiro em muitas inovações, o Dubai está agora a planear construir uma cidade marciana no deserto, de acordo coma ‘CNN’.

Em 2017, os Emirados Árabes Unidos já tinha manifestado a intenção de colonizar Marte nos próximos anos, contudo agora surgiu a ideia de recriar uma cidade do planeta em questão, no deserto, nos arredores do Dubai.

O Mars Science City foi originalmente projectado para ocupar 176 mil metros quadrados de deserto, o tamanho equivalente a mais de 30 campos de futebol, com um custo de aproximadamente 135 milhões de dólares, segundo a mesma publicação.

O objectivo é funcionar como um espaço onde se possa desenvolver a tecnologia necessária para colonizar Marte, por isso, o governo do Dubai pediu aos arquitectos do ‘Bjarke Ingels Group’ que fizessem um protótipo de uma cidade adequada para sustentar a vida em Marte, adaptando-a depois para o deserto do país.

Para tornar isto possível os arquitectos primeiro tiveram de ultrapassar desafios de criar um design que torne habitável o ambiente inóspito de Marte. Isto porque o planeta, não tem nenhum campo magnético global, o que lhe concede pouca ou nenhuma protecção contra a radiação ambiental.

Continue a ler após a publicidade

Para além disso a temperatura é outro obstáculo, visto que a média em Marte é de -63 graus Celsius. A atmosfera fina também significa que existe pouca pressão do ar, ou seja, os líquidos evaporam rapidamente e apesar da temperatura extremamente fria, o sangue de um ser humano desprotegido seria capaz de ferver em Marte.

Jonathan Eastwood, director do Laboratório Espacial do Imperial College London que não tem qualquer ligação ao projecto em questão, explicou que «o maior desafio não é de engenharia ou científico, mas humano. Ou seja, não é só saber como é possível sobreviver, mas também saber como é possível prosperar».

Contudo, os desafios foram ultrapassados pela equipa responsável, através de cúpulas pressurizadas, que permitem manter a temperatura e pressão do ar habitáveis. Cada uma delas vai receber oxigénio, por parte de uma instalação eléctrica no gelo subterrâneo, segundo explicaram os especialistas à ‘CNN’.

Continue a ler após a publicidade

Segundo os arquitectos, a infraestrutura terá de ter uma sala debaixo do solo marciano, com uma profundidade de até seis metros, de forma a proteger a população da radiação ou de meteoros, sugerindo que sejam construídas «claraboias que poderiam ter aquários».

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.