Livre/Congresso: Verdes Europeus acusam Comissão Europeia de “normalizar a extrema-direita”

A co-porta-voz do Partido Verde Europeu, Vula Tsetsi, acusou hoje a Comissão Europeia e os partidos de centro-direita de “normalizarem a extrema-direita” e defendeu o reconhecimento da Palestina, momento que levantou o congresso do Livre.

Executive Digest com Lusa

A co-porta-voz do Partido Verde Europeu, Vula Tsetsi, acusou hoje a Comissão Europeia e os partidos de centro-direita de “normalizarem a extrema-direita” e defendeu o reconhecimento da Palestina, momento que levantou o congresso do Livre.

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A dirigente falava no 17.º Congresso do Livre, que decorre em Sintra (distrito de Lisboa) e termina hoje com o anúncio dos resultados da eleição nos novos órgãos do partido.


Vula Tsetsi afirmou que a “extrema-direita está subir na União Europeia” e tem alvos “muito claros, o primeiro a imigração, o segundo o ‘green deal'”.


A dirigente dos Verdes Europeus acusou os partidos de centro-direitos e a Comissão Europeia de normalizarem a extrema-direita, “porque acreditam que assim conseguem reforçar o seu poder, o que considerou “vergonhoso”, e salientou a necessidade de combater estes partidos.


Vula Tsetsi pediu também que não existam dois critérios em relação aos conflitos, nomeadamente na Ucrânia e no Médio Oriente.

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A grega defendeu o reconhecimento da Palestina pela União Europeia, considerando que “não pode ser cúmplice de um genocídio”, momento em que o congresso aplaudiu de pé.


A co-porta-voz do Partido Verde Europeu pediu ainda que não se abandone a solução dos dois Estados e que se faça “tudo o que é possível”.


“Na política precisamos de consistência e de moral”, salientou.


Vula Tsetsi referiu-se também à onda de calor que afeta a Europa e considerou que “as consequências das alterações climáticas são visíveis, estão a matar pessoas”.


A dirigente dos Verdes Europeus defendeu que a Europa tem de ter a “capacidade de ser autónoma e desenvolvida de forma sustentável” e deve “libertar-se dos ditadores”, nomeadamente a nível energético, com uma maior aposta nas renováveis.

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Antes da sua intervenção, o porta-voz cessante do Livre, Rui Tavares, considerou Vula Tsetsi uma “grandes aliada” ao partido e agradeceu à grega o “grande esforço” para estar presente em Sintra.


O deputado anunciou também que o partido vai apresentar uma candidatura para que Portugal receba na próximo ano “a ‘green academy’, a universidade da Fundação Verde Europeia”.


Os trabalhos arrancaram pelas 11:00 e, após a intervenção da dirigente europeia o congresso aprovou por unanimidade um voto de louvor a Pedro Mendonça, que foi até agora presidente do conselho de jurisdição.


O voto – proposto por todos os deputados e vários outros dirigentes – foi lido pela presidente da Mesa, Patrícia Gonçalves, que se emocionou ao ler.


O congresso agradeceu a Pedro Mendonça a “lealdade ao projeto”, salientando que o dirigente “serviu o Livre nos palcos e nos bastidores, nas vitórias e nas horas difíceis, com a mesma disponibilidade e o mesmo respeito pelas pessoas e instituições”, e destacou “todo o seu trabalho e dedicação em prol do Livre durante mais de 10 anos nos seus órgãos”.

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Chamado ao palco, Pedro Mendonça referiu que “nunca esteve sozinho” e, por isso, conseguiu dar o seu “melhor ao partido”.


“Ninguém é sozinho no Livre, todos somos uma comunidade, todos somos livres”, afirmou.

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