Detetado primeiro caso de infeção simultânea de Covid-19, monkeypox e VIH numa só pessoa

Um grupo de cientistas italianos identificaram o primeiro caso de co-infeção pelos vírus monkeypox, SARS-CoV-2 e VIH. A pessoa infetada era um homem italiano de 36 anos que passou cinco dias em Espanha em junho de 2022.

Filipe Pimentel Rações

Um grupo de cientistas italianos identificaram o primeiro caso de co-infeção pelos vírus monkeypox, SARS-CoV-2 e VIH. A pessoa infetada era um homem italiano de 36 anos que passou cinco dias em Espanha em junho de 2022.

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Num artigo publicado na revista científica ‘Journal of Infection’, os especialistas apontam que “este caso revela como os sintomas da monkeypox e da Covid-19 podem sobrepor-se”.

Segundo consta, o homem em questão terá tido relações sexuais desprotegidas com outros homens durante a sua visita a Espanha, sendo que nove dias após ter regressado a Itália, começou a apresentar febre, dores de garganta e de cabeça, fadiga e inflamação dos gânglios linfáticos.

Pouco depois, terá desenvolvido erupções cutâneas grave no rosto e noutras partes do corpo, que foram seguidas pela formação de pústulas. O agravamento da condição, levou o homem italiano, diagnosticado com transtorno bipolar, a dirigir-se ao hospital, onde foi internado na unidade de doenças infeciosas.

Testes laboratoriais revelaram que, além das infeções por VIH e monkeypox, estava também infetado pela variante BA 5.1 de Covid-19, que terá contraído em janeiro de 2022, apesar de ter sido vacinado com duas doses da vacina da Pfizer.

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Os especialistas elucidam que o esfregaço orofaríngeo continuou a acusar positivo para infeção por monkeypox 20 dias após a deteção da presença do vírus, “o que sugere que estes indivíduos podem ser contagiosos durante vários dias após a remissão clínica”.

“Como este é o único caso identificado de co-infeção pelos vírus monkeypox, SARS-CoV-2 e VIH, ainda não existem evidências suficientes para concluir que esta combinação poderá agravar a condição do paciente”, detalham.

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