Descida da natalidade e aumento da mortalidade: O retrato do primeiro ano de pandemia

A taxa de natalidade desceu no ano passado, contudo a mortalidade aumentou, possivelmente um reflexo da crise de saúde publica da Covid-19, segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). 

Simone Silva

A natalidade desceu no ano passado, contudo a mortalidade aumentou, possivelmente um reflexo da crise de saúde publica da Covid-19, segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

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Segundo o organismo, «o número de nados-vivos de mães residentes em Portugal foi de 84.296, menos 2,6% em relação a 2019». Por sua vez, «o número de óbitos de residentes em Portugal foi de 123.152, mais 10,2% que em 2019».

«No contexto da pandemia COVID-19, o aumento do número de óbitos, assim como o decréscimo do número de nados-vivos, determinaram um forte agravamento do saldo natural», cujo valor atual se fixa em -38.856. «Há 12 anos que o saldo natural é negativo», adianta o INE.

Recorde-se que em 2019 nasceram 86.579 bebés de mães residentes em Portugal e morreram 11.793 pessoas residentes no nosso país, o que mostra a redução e a subida, respetivamente, destes dois indicadores, face ao período homólogo.

Adicionalmente, é possível observar que em dezembro de 2020 registaram-se 6.232 nascimentos de bebés de mães residentes em Portugal e ainda 12.925 mortes de residentes, o que representa também aqui uma descida nos nascimentos face ao mês anterior ( 6.811) e uma subida nas mortes (11.428).

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Estes dados preliminares baseiam-se na informação registada nas Conservatórias do Registo Civil até final de fevereiro de 2021, ressalva o INE.

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