Covid-19: Vírus acelera na Europa e países voltam a “fechar”

Várias regiões da Europa entram em isolamento esta semana, devido à segunda onda de Covid-19. A intenção é de evitar um colapso nos hospitais devido ao aumento  de casos na última semana.

Mara Tribuna

Várias regiões da Europa entram em isolamento esta semana, devido à segunda onda de Covid-19. A intenção é evitar um colapso nos hospitais devido ao aumento  de casos na última semana.

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Durante o Verão, os líderes europeus tentaram encontrar um equilíbrio entre a proteção da saúde pública e a recuperação da economia. Mas numa região que assistiu a mais de 220.000 mortes por covid-19, veem-se agora obrigados a implementar medidas mais severas para travar um pico de infeções que ameaça ser ainda pior do que na fase inicial da pandemia, na Primavera.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou este sábado que o Reino Unido vai entrar em confinamento que pode durar mais do que as quatro semanas previstas se as taxas de infeção do novo coronavírus não caírem suficientemente rápido. O confinamento deverá vigorar entre a esta quinta-feira e 2 de dezembro.

Em Itália, o epicentro original da pandemia na Europa, o primeiro-ministro, Giuseppe Conte, enfrenta a resistência dos governadores regionais em relação a ‘mini-confinamentos” para as cidades mais atingidas pela pandemia. Itália já estabeleceu um recolher obrigatório às 23 horas, fechou ginásios, piscinas e locais de entretenimento. Conte avisou que manter as escolas abertas será um desafio.

Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel, que vai realizar uma conferência de imprensa esta segunda-feira, comprometeu-se a fazer “tudo o que for necessário” para ajudar a atenuar o impacto na economia do confinamento parcial que entra em vigor esta segunda-feira. As novas medidas preveem a limitação da circulação, encerramento de bares, restaurantes e hotéis.

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Na vizinha Áustria, entra em vigor um confinamento parcial a partir desta terça-feira, semelhante ao da Alemanha. As escolas e lojas essenciais vão permanecer abertas. As medidas enunciadas pelo Governo austríaco este sábado incluem um recolher obrigatório noturno e o encerramento de hotéis, restaurantes e organizações culturais e desportivas, face aos novos ‘máximos’ registados nos últimos dias.

Em França, o Governo tenciona abordar as preocupações dos proprietários de lojas afetadas pelo atual confinamento parcial, impondo limites à venda de artigos não essenciais por parte dos supermercados e ao número de cliente permitidos nos estabelecimentos. Se o surto abrandar, pode ser encontrada uma forma de permitir a abertura de lojas nas próximas semanas.

Em Espanha, a maioria das 17 regiões já fecharam as suas fronteiras internas ou vão fazê-lo esta semana, impedindo viagens não essenciais. Os confinamentos regionais específicos vão permanecer em vigor até depois de 9 de novembro. As autoridades regionais têm poderes extraordinários para declarar restrições à circulação, depois de o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, ter anunciado o estado de emergência a 25 de outubro.

Na Bélgica, a partir deste domingo todas as lojas não essenciais foram fechadas, e foi imposta uma proibição parcial de visitas a familiares e amigos, numa tentativa de conter o fluxo de internamentos hospitalares. As escolas também vão fechar durante duas semanas. Já está em vigor um recolher obrigatório noturno e os bares e restaurantes foram encerrados no início deste mês.

A Grécia está a tomar novas medidas para conter a propagação da covid-19 depois de o país ter atingido um ‘recorde’ de 2056 novos casos no sábado. A partir desta terça-feira, o país será dividido em zonas de alto risco e sub-vigilância. Nas primeiras zonas, incluindo a capital, Atenas, restaurantes, bares, cinemas, museus, teatros e ginásios vão fechar, embora ainda seja permitido às pessoas deslocarem-se entre regiões. O recolher obrigatório tem início às 23h30 e o uso de máscaras é obrigatório em todos os espaços, interiores ou exteriores.

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Em Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa vai receber esta segunda-feira o primeiro-ministro. No sábado, António Costa anunciou ter pedido uma audiência ao Presidente da República para lhe transmitir a posição do Governo sobre uma eventual declaração do estado de emergência aplicável aos concelhos com mais de 240 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.

Na reunião do Conselho de Ministros extraordinário este sábado, o Governo decidiu renovar a situação de calamidade em todo o território continental, da meia-noite desta quarta-feira até às 23h59 de 15 de novembro, e aplicar medidas especiais em 121 concelhos que têm mais de 240 casos de infeção por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, incluindo um dever de permanência no domicílio, teletrabalho obrigatório, e encerramento do comércio até às 22h e dos restaurantes até às 22h30.

A Europa é a região do mundo onde a epidemia mais progride atualmente e onde o número de novos casos detetados aumentou 41% numa única semana, tendo sido identificadas aí metade das novas infeções nos últimos sete dias no mundo.

 

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