Cometa interestelar 3I/ATLAS atinge hoje o ponto mais próximo da Terra

O cometa interestelar 3I/ATLAS passa esta sexta-feira pelo ponto mais próximo da Terra, oferecendo aos astrónomos uma oportunidade rara de observar de perto um visitante oriundo de fora do Sistema Solar antes de este seguir definitivamente o seu caminho pelo espaço interestelar.

Executive Digest

O cometa interestelar 3I/ATLAS passa esta sexta-feira pelo ponto mais próximo da Terra, oferecendo aos astrónomos uma oportunidade rara de observar de perto um visitante oriundo de fora do Sistema Solar antes de este seguir definitivamente o seu caminho pelo espaço interestelar.

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Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), o 3I/ATLAS não se aproximará a menos de 269 milhões de quilómetros da Terra, uma distância equivalente a quase duas vezes a distância média entre a Terra e o Sol, afastando qualquer risco para o nosso planeta ou para outros corpos do Sistema Solar.

O 3I/ATLAS é apenas o terceiro objeto interestelar alguma vez confirmado pelos cientistas. Estes corpos são considerados verdadeiros forasteiros cósmicos e transportam informação valiosa sobre a formação de mundos em sistemas planetários muito além do nosso.

O cometa foi detetado pela primeira vez a 1 de julho, pelo telescópio do sistema Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System (ATLAS), localizado em Río Hurtado, no Chile. Desde então, as suas características invulgares e a sua trajetória despertaram enorme interesse público e científico, alimentando até teorias especulativas nas redes sociais, incluindo a ideia de uma possível origem artificial.

O que os cientistas esperam observar
A passagem relativamente próxima do 3I/ATLAS abre uma janela curta, mas valiosa, para a observação científica. Um dos principais objetivos é o estudo da coma, a nuvem luminosa de gás e poeira libertada pelo cometa à medida que é aquecido pelo Sol.

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A análise desta estrutura poderá fornecer novas pistas sobre como se formam cometas e planetas em torno de outras estrelas, contribuindo para uma melhor compreensão dos processos de formação planetária no Universo.

Os cientistas já conseguiram obter imagens sem precedentes do 3I/ATLAS com telescópios terrestres e espaciais. Entre eles destaca-se o telescópio de raios X XMM-Newton, da ESA, bem como o telescópio de raios X suaves Xtend, da missão XRISM.

As primeiras imagens do 3I/ATLAS captadas em raios X revelaram um brilho difuso em torno do núcleo do cometa, demonstrando que cometas interestelares também emitem raios X, tal como os cometas do Sistema Solar.

Esta descoberta veio esclarecer uma dúvida científica antiga sobre o comportamento destes objetos raros quando interagem com o vento solar, abrindo novas linhas de investigação sobre a sua composição e estrutura física.

Como acompanhar a passagem do 3I/ATLAS
Apesar do entusiasmo gerado, o cometa não será visível a olho nu, mesmo no momento da sua maior aproximação. Ainda assim, segundo a NASA, o 3I/ATLAS pode ser observado no céu antes do amanhecer, utilizando um pequeno telescópio.

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Os astrónomos indicam que o cometa deverá permanecer observável até à primavera de 2026, aparecendo como uma estrela ligeiramente mais brilhante durante a sua travessia do Sistema Solar interior.

A localização exata do 3I/ATLAS pode ser acompanhada em tempo real através do mapa interativo da Agência Espacial Europeia. É também possível seguir a sua aproximação através de uma transmissão em direto gratuita promovida pelo Virtual Telescope Project, que tem início previsto para as 5h00 CET (04h00 UTC) desta sexta-feira, caso as condições meteorológicas o permitam.

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