Atropelamento mortal na A6: Cabrita já foi constituído arguido

Em causa estão “factos capazes de integrar a eventual prática de um crime de homicídio por negligência por omissão”, em virtude do atropelamento mortal de um trabalhador na A6.

Executive Digest

Eduardo Cabrita, ex-ministro da Administração Interna, já foi constituído arguido esta sexta-feira pelo Ministério Público (MP) de Évora, avança o ‘Público’.

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Segundo a mesma publicação, em causa estão “factos capazes de integrar a eventual prática de um crime de homicídio por negligência por omissão”, em virtude do atropelamento mortal de um trabalhador na A6.

Cabrita foi ouvido durante cerca de uma hora no Departamento de Investigação e Acção Penal de Évora (DIAP) e à saída não prestou declarações aos jornalistas, mas o jornal adianta que o depoimento do arguido não diferiu muito das declarações que já tinha prestado.

O responsável, adianta o jornal, confirmou quem estava consigo no carro: o motorista Marco Pontes, o oficial de ligação da GNR no MAI, tenente-coronel Paulo Machado, e o adjunto do gabinete David Rodrigues.

A par disso, Cabrita disse não ter constatado nenhuma limitação à circulação na A6, nem nenhuma sinalização de trabalho ou trabalhos em curso no local do acidente. Também referiu não ter dado qualquer indicação quanto à velocidade a adotar, que disse desconhecer.

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O ex-ministro é assim o terceiro arguido no caso, juntando-se ao motorista que conduzia o carro que atropelou a vítima e ao seu chefe de segurança, que também já tinha sido constituído arguido na reabertura do inquérito.

Recorde-se que o processo foi reaberto em finais de janeiro por ordem do diretor do DIAP de Évora e a pedido da Associação de Cidadão Automobilizados (ACAM), por considerar que há responsabilidade dos superiores hierárquicos do motorista.

Nessa altura, o diretor do DIAP de Évora ordenou que fossem constituídos arguidos o chefe de segurança de Cabrita, que é da PSP, e o então ministro num prazo de 45 dias.

No entanto, Cabrita gozava na altura de imunidade parlamentar na qualidade de deputado e aproximavam-se as eleições, motivos que levaram o Ministério Público a aceitar esperar.

A imunidade parlamentar de Cabrita acabou por ser levantada apenas em finais de março, devido à repetição de eleições nos círculo da Europa e só agora foi possível agendar a constituição do arguido, até porque, adianta o jornal, este já tinha sido chamado ao DIAP, mas o advogado estava indisponível.

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Cabrita é suspeito do crime de homicídio por negligência. De acordo com o despacho de acusação, a 18 de junho, a viatura do ex-ministro seguia em comitiva, na A6, com mais dois veículos, quando atropelou mortalmente Nuno Santos, um dos funcionários de uma empresa que realizava trabalhos de manutenção naquela via, ao quilómetro 77,600, no sentido Este/Oeste (Caia/Marateca).

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