O ABANCA teve lucros de 902,4 milhões de euros em 2025, menos 25% do que em 2024, ano em que os resultados foram recorde pelo impacto extraordinário da compra do português Eurobic, anunciou hoje o banco espanhol.
O grupo ABANCA está “muito satisfeito” com os resultados de 2025, que são melhores em termos recorrentes (comparáveis), “no resultado sustentável”, face aos de 2024 porque “melhora a estrutura de resultados se não se tem em conta” a operação de integração do Eurobic, disse o presidente do banco, Juan Carlos Escotet, numa conferência de imprensa em Santiago de Compostela.
“Portugal representa já 16% do volume de negócios total da entidade. Cumprindo o calendário previsto, o ABANCA concluiu no último trimestre do ano a integração do EuroBic, uma operação bem-sucedida, que reforça as suas capacidades de crescimento no país”, defendeu o banco, num comunicado divulgado em simultâneo com a conferência de imprensa.
A integração do Eurobic foi a décima que o ABANCA fez em dez anos e a de maior dimensão, realçou hoje o grupo financeiro espanhol, que tem origem e sede na Galiza (norte de Espanha).
Segundo os dados divulgados hoje, o Grupo alcançou em 2025 um volume de negócios superior a 136 mil milhões de euros, mais 6,1% do que em 2024.
O ano passado ficou também marcado por “um forte ritmo de captação de clientes em Portugal e Espanha” (160 mil novos clientes nos dois países), destacou hoje o banco.
Os recursos dos clientes cresceram 5,4% em 2025, para 83.339 milhões de euros, e o banco sublinhou os “aumentos significativos” nos designados “recursos fora de balanço” e prémios de seguros. Os primeiros aumentaram 22,6%, para 20 mil milhões de euros, e os segundos (prémios de “seguros gerais e de vida risco”) cresceram 13%, para 661 milhões de euros.
Quanto ao crédito concedido a clientes “em situação normal” aumentou 7,7% no ano passado, para 52.662 milhões de euros, com o ABANCA a sublinhar o crescimento nos empréstimos para comprar casa (mais 6,5%) e do crédito ao consumo (mais 10,1%).
“Superámos claramente os objetivos que tínhamos para 2025”, disse o presidente executivo (CEO) do ABANCA, Francisco Botas Ratera, na conferência de imprensa hoje em Santiago de Compostela, considerando que o grupo teve “resultados tremendamente sólidos” no ano passado.
O principal mercado do Abanca é a Península Ibérica, que vive atualmente um contexto macroeconómico positivo, marcado pelo bom desempenho das economias de Portugal e Espanha, destacou, por seu turno, o presidente do banco, Juan Carlos Escotet.













