A bolsa de Lisboa negociava hoje em baixa, com a Sonae a liderar as quedas e a ceder 1,42% para 2,09 euros.
Cerca das 09:10 em Lisboa, o PSI baixava 0,39% para 9.091,40 pontos, com 13 empresas a descer e três a subir a cotação.
Às ações da Sonae seguiam-se as dos CTT, NOS e Jerónimo Martins, que desciam 1,23% para 5,61 euros, 1,01% para 4,89 euros e 0,97% para 16,28 euros.
A EDP Renováveis, Altri e Corticeira Amorim também se desvalorizavam, designadamente 0,79% para 13,87 euros, 0,75% para 4,66 euros e 0,63% para 6,34 euros.
A REN, Mota-Engil e Ibersol cediam 0,41% para 3,64 euros, 0,27% para 4,49 euros e 9,22% para 9,09 euros.
As outras três empresas que desciam de cotação eram a Navigator (-0,19% para 3,11 euros), BCP (-0,14% para 1,05 euros) e a Galp (-0,13% para 19,40 euros).
Em sentido contrário, a EDP, Semapa e Teixeira Duarte avançavam 0,46% para 4,59 euros, 0,25% para 20,25 euros e 0,21% para 0,48 euros, respetivamente.
Na Europa, as principais bolsas abriram hoje em baixa, depois da divulgação de um dado da inflação homóloga nos EUA melhor do que o esperado, que foi de 3,5% em junho, contra 4,2% em maio.
Na sessão de hoje, destaca-se em Espanha o dado da inflação homóloga depois do de terça-feira nos EUA, que se manteve em 3,2% em junho, apesar do aumento do IVA do gás e da eletricidade para 21%.
Na zona euro, será conhecida a variação mensal de maio da produção industrial ajustada, enquanto nos EUA será publicado o Livro Bege, que servirá para preparar a próxima reunião da Reserva Federal dos EUA (Fed) no próximo dia 29 de julho, na qual começa a ser descartada a possibilidade de um aumento de 0,25 pontos percentuais das taxas de juro diretoras, tendo em conta o bom dado da inflação em junho nos EUA.
Neste contexto, o presidente da Fed, Kevin Warsh, na sua primeira aparição na terça-feira perante o Comité de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes, e que hoje repetirá perante o Senado, assinalou que a Fed “não tem tolerância” para uma inflação persistentemente elevada, evitou dar qualquer orientação sobre o que acontecerá nas reuniões de julho ou setembro e limitou-se a assinalar que a inflação de junho é “apenas um dado isolado” que não deve ser sobreinterpretado.
De qualquer forma, as tensões EUA-Irão levam os investidores nesta sessão a continuar a vigiar as pressões inflacionistas.
Na terça-feira soube-se que, finalmente, o bloqueio naval dos EUA se limitará aos navios que vão para e a partir de portos iranianos e que não imporá a tarifa de 20% sobre toda a carga que transite o estreito com proteção norte-americana, sob pressão dos seus aliados do Golfo.
Entretanto, continuaram os ataques mútuos, com Trump a ameaçar bombardear centrais elétricas e infraestruturas civis iranianas na próxima semana se as negociações não forem retomadas.
Isto leva o preço do petróleo a registar novos aumentos, embora mais moderados.
Assim, o preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em setembro, avança 1,38% para 85,90 dólares.




