Montenegro atira: “Deus me livre se governasse atendendo ao que os comentadores dizem”

O primeiro-ministro desvalorizou hoje críticas que comentadores de centro-direita fazem sobre a permanência de Luís Neves no Governo, pedindo que Deus o livre de governar com base nas suas opiniões, sejam de esquerda ou direita.

Executive Digest com Lusa

O primeiro-ministro desvalorizou hoje críticas que comentadores de centro-direita fazem sobre a permanência de Luís Neves no Governo, pedindo que Deus o livre de governar com base nas suas opiniões, sejam de esquerda ou direita.

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“Deus me livre se governasse atendendo àquilo que dizem os comentadores, sejam eles de direita, de esquerda, de centro, ou sejam eles quem forem”, reagiu Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas, momentos antes de assistir à posse do reeleito Presidente de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova.

Confrontado com a perspetiva comum a alguns comentadores do espaço do centro-direita de que o primeiro-ministro nunca deveria ter convidado para a sua equipa o ex-diretor nacional da PJ, Luís Neves, respondeu: “Eu governo na base das minhas convicções e dos compromissos que assumi perante o povo. É esse o meu princípio e a minha filosofia”, acentuou.

A seguir, Luís Montenegro assinalou que os comentadores fazem parte da democracia e que não pretende diminuir “as pessoas que opinam na praça pública”.

“As pessoas são livres de dizerem o que entendem – e isso é também democrático. Agora, uma coisa é dizerem, outra coisa é que parece que querem impor eles próprios ao Governo que faça assim e assado”, criticou.

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Para o primeiro-ministro, “quem tem ideias e quer desempenhar a função da governação, candidata-se”.

“Estou aqui porque assumi um compromisso perante o povo português e o Governo governa na base desse compromisso. Não foi pela minha vontade, não fui eu que me lembrei um dia de que ia ser primeiro-ministro. Não, foi o povo que me escolheu, foi o povo que escolheu este Governo. E creio que o povo não está interessado propriamente na dinâmica do jogo político quase de bastidores e dos recados que na área do debate público as pessoas mandam umas às outras”, acusou.

Neste contexto, rematou, procurando acentuar contrastes: “Eu não mando recados a ninguém. Eu falo com o povo, falo com as pessoas”, acrescentou.

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