Aguiar-Branco convoca conferência de líderes para 5.ª feira para decidir data da moção de censura do Chega

O presidente da Assembleia da República anunciou hoje que convocou para quinta-feira uma conferência de líderes extraordinária para decidir a data em que será debatida e votada a moção de censura do Chega ao Governo.

Executive Digest com Lusa

O presidente da Assembleia da República anunciou hoje que convocou para quinta-feira uma conferência de líderes extraordinária para decidir a data em que será debatida e votada a moção de censura do Chega ao Governo.

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“Quero avaliar com os líderes parlamentares a definição da data a partir da qual se devem contar os três dias para efeitos de levar à discussão na Assembleia da República”, afirmou José Pedro Aguiar-Branco, em declarações aos jornalistas nos Açores, uma vez que a moção de censura deu entrada “num período de interrupção dos trabalhos parlamentares”

O presidente do parlamento não se quis pronunciar sobre “a bondade ou oportunidade” desta moção de censura, dizendo tratar-se do “uso normal de uma figura regimental e constitucional”.

“Este ano ainda não tinha havido nenhuma, e, portanto, não compete a mim, enquanto Presidente da Assembleia, pronunciar-me sobre a bondade e a oportunidade da moção”, afirmou.

Aguiar-Branco frisou que o que terá de ser decidido pela conferência de líderes é “a data em que ocorrerá a discussão, a partir do momento em que se conta essa data para a discussão”, pelo facto de se estar fora do período efetivo do funcionamento da Assembleia.

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“Eu vou convocar uma conferência de líderes para amanhã, em que participarei de forma remota, para nós podermos definir a data a partir do qual o prazo se conta para a discussão da moção que foi apresentada”, disse.

A reunião vai realizar-se às 14:30 de quinta-feira.

Segundo o Regimento da Assembleia da República, o debate de uma moção de censura “inicia-se no terceiro dia parlamentar subsequente” à sua apresentação, e a sua aprovação exige a maioria absoluta dos deputados em efetividade de funções.

Atualmente, a Assembleia da República encontra-se fora do período efetivo de trabalhos parlamentares, estando em funcionamento a Comissão Permanente, órgão com funções limitadas face ao Plenário constituído pelos 230 deputados, e que tinha reunião marcada para a próxima quarta-feira, dia 9.

O Chega entregou hoje no parlamento uma moção de censura ao Governo intitulada “Pelo fim de um Governo sem autoridade política, incapaz de assumir responsabilidades e de garantir confiança nas instituições”.

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“O Chega deu entrada hoje no parlamento de uma moção de censura com o objetivo claro de censurar o primeiro-ministro e o Governo pela manutenção de Luís Neves no cargo de ministro da Administração Interna”, justificou o presidente do partido, André Ventura.

Caso seja rejeitada, os seus signatários não podem apresentar outra durante a mesma sessão legislativa. Até dia 14, ainda decorre a primeira sessão legislativa da XVII Legislatura, sendo que a próxima tem início a 15 de setembro.

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