A corrida pela Presidência do Brasil está cada vez mais apertada. Luiz Inácio Lula da Silva mantém a liderança sobre Flávio Bolsonaro, mas uma nova sondagem coloca apenas um ponto percentual entre os dois numa eventual segunda volta das eleições de outubro.
O estudo da Quaest, encomendado pela ‘Globo’ e divulgado esta quarta-feira, atribui 42% das intenções de voto a Lula e 41% ao senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho do antigo presidente Jair Bolsonaro.
Com uma margem de erro de dois pontos percentuais, o resultado representa um empate técnico, segundo a própria Quaest.
E confirma uma tendência que tem marcado as últimas semanas: a aproximação de Flávio Bolsonaro ao atual presidente brasileiro.
Na anterior sondagem da Quaest, divulgada a 14 de agosto, Lula aparecia com 43% numa eventual segunda volta, contra 40% do adversário. A diferença de três pontos caiu agora para apenas um.
Outra sondagem, da ‘AtlasIntel/Bloomberg’ e divulgada no início desta semana, já tinha mostrado um estreitamento da distância entre os dois candidatos.
Lula continua à frente na primeira volta
O cenário é diferente quando são considerados todos os principais candidatos.
Numa simulação da primeira volta, Lula lidera com 37% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro surge com 30%.
A surpresa continua a ser Augusto Cury. O escritor e psiquiatra aparece em terceiro lugar, com 10%, enquanto Renan Santos regista 3%.
É já a terceira grande sondagem divulgada esta semana a colocar Cury na terceira posição. Segundo a Reuters, a crescente exposição televisiva e uma forte presença nas redes sociais têm ajudado o candidato a ganhar terreno na corrida presidencial.
Caso nenhum candidato consiga mais de 50% dos votos válidos na primeira volta, os dois mais votados avançam para a segunda volta.
A nova sondagem assume particular importância por ser a primeira da Quaest desde o início da campanha eleitoral na televisão e na rádio.
O estudo ouviu 2.004 pessoas entre 30 de agosto e 1 de setembro.
Investigação ao filho de Lula entra na campanha
Os números surgem também depois de novos desenvolvimentos numa investigação que envolve Fábio Luís Lula da Silva, filho do Presidente.
As autoridades investigam alegações de que terá ajudado indevidamente um lobista em contactos com o Ministério da Saúde. O filho de Lula nega as acusações.
A evolução do caso acrescenta mais um elemento de incerteza a uma corrida que entra agora na fase decisiva.
Com a primeira volta marcada para outubro, Lula continua a liderar. Mas, pelo menos numa eventual disputa direta com Flávio Bolsonaro, a margem que os separa praticamente desapareceu.














