Irão: Bombardeamentos dos EUA causam pelo menos 11 mortos – ‘media’ oficiais

Pelo menos 11 pessoas morreram durante a última série de bombardeamentos norte-americanos contra o Irão, entre a madrugada de terça-feira e hoje, noticiou a agência de notícias oficial iraniana Irna.

Executive Digest com Lusa

Pelo menos 11 pessoas morreram durante a última série de bombardeamentos norte-americanos contra o Irão, entre a madrugada de terça-feira e hoje, noticiou a agência de notícias oficial iraniana Irna.

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Sete pessoas morreram e oito ficaram feridas num ataque com mísseis na província do Khuzistão (sudoeste), e quatro convidados de um casamento foram mortos na cidade de Kuhestak, na província de Hormozgan (sudeste), onde cerca de 50 pessoas ficaram feridas, de acordo com a Irna.

Os ataques norte-americanos tiveram início pouco depois de o Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, ter apelado para o regresso à diplomacia, atualmente num impasse.

Pezeshkian garantiu que, caso os Estados Unidos respeitassem o acordo assinado em junho, “a República Islâmica do Irão tomaria imediatamente medidas recíprocas”.

A televisão estatal iraniana noticiou na terça-feira várias explosões no sul do país, perto de Bandar Abbas e da ilha de Qeshm, nas proximidades do estreito de Ormuz. Também relatou explosões na ilha de Lavan, situada no Golfo e que alberga um dos terminais de exportação de petróleo iraniano.

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Os meios de comunicação estatais iranianos relataram ainda que um aeroporto no sul do Irão, na província de Kerman, foi alvo de um ataque.

Os ataques norte-americanos de terça-feira ocorreram pouco depois de dois petroleiros terem sido atingidos por “projéteis de origem desconhecida” enquanto saíam deste estreito estratégico, de acordo com a agência marítima grega Marisks.

Os preços dos hidrocarbonetos dispararam na sequência das novas hostilidades, com o barril de WTI norte-americano a ultrapassar novamente a barreira dos 90 dólares pela primeira vez desde o final de julho, e o gás europeu a ser negociado ao preço mais elevado dos últimos três anos.

Entretanto, o Irão atacou hoje em resposta bases militares dos Estados Unidos no Golfo.

O Irão afirmou ter lançado uma “operação decisiva de retaliação”, visando “as bases e os interesses norte-americanos na região” com mísseis e drones, informou a agência de notícias estatal Tasnim.

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O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão reivindicou posteriormente ataques contra bases militares norte-americanas na Jordânia, no Iraque e no Bahrein.

O exército da Jordânia anunciou ter destruído dez mísseis lançados a partir do Irão, acrescentando que outros três se tinham despenhado longe de zonas habitadas, sem causar feridos.

O Kuwait também declarou ter sido alvo de mísseis e drones, e sirenes de alerta soaram na madrugada de quarta-feira no Bahrein, segundo correspondentes da agência de notícias France-Presse.

O porta-voz do comando militar central do Irão, Ebrahim Zolfaghari, prometeu “retaliações mais amplas e mais destrutivas” caso os ataques norte-americanos continuem, dirigindo a mesma advertência a “qualquer país que coopere com o exército norte-americano agressivo”.

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