Irão: Ministros das Finanças do G20 defendem navegação segura e sem custos em Ormuz

Os ministros das Finanças do G20, reunidos em cimeira nos Estados Unidos, defenderam hoje uma navegação segura e sem custos no estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão, em guerra com Washington, no final de dois dias de reuniões.

Executive Digest com Lusa

Os ministros das Finanças do G20, reunidos em cimeira nos Estados Unidos, defenderam hoje uma navegação segura e sem custos no estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão, em guerra com Washington, no final de dois dias de reuniões.

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Os ministros “sublinham que a liberdade, a segurança e a previsibilidade da navegação no estreito de Ormuz e em todo o mundo, assim como a resolução das guerras e conflitos em curso, são essenciais para garantir um crescimento sustentável”, segundo um comunicado final divulgado pelos organizadores americanos.

Na nota, está especificado que o parágrafo mencionando Ormuz foi “aprovado por todos os membros do G20, à exceção da China”.

Durante a sua conferência de imprensa, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que esperava apresentar um comunicado “unânime”. Mas, acrescentou: “Infelizmente, conseguimos chegar a um consenso para todos os participantes, à exceção de um”, sem mencionar diretamente a China.

De acordo com o comunicado publicado, a China rejeitou vários parágrafos, além do relativo ao estreito de Ormuz, nomeadamente sobre os desequilíbrios globais, que fazem indireta referência no saldo comercial muito favorável de Pequim, mas também sobre o quadro comum de resolução da dívida soberana dos países em situação de crise da dívida.

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“É óbvio que o país com o maior e insustentável excedente em conta corrente, a China, era a opinião dissidente”, referiu Bessent, respondendo a uma pergunta.

Scott Bessent garantiu que a presença do ministro das Finanças russo na cimeira, nos Estados Unidos, não teve “impacto” no resultado das discussões.

“Sei que alguns europeus ficaram com um gosto amargo, mas penso que é muito importante discutir” com a Rússia para pôr fim à guerra na Ucrânia”, afirmou o ministro americano e anfitrião do evento no final de dois dias de reuniões em Asheville, no estado norte-americano da Carolina do Norte.

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