Migrações: Entradas irregulares na UE caíram 37% entre janeiro e julho sem contar com Ceuta

As entradas irregulares na União Europeia caíram 37% entre janeiro e julho em comparação com o mesmo período em 2025, números que excluem as travessias registadas durante a crise em Ceuta.

Executive Digest com Lusa

As entradas irregulares na União Europeia caíram 37% entre janeiro e julho em comparação com o mesmo período em 2025, números que excluem as travessias registadas durante a crise em Ceuta.

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Em comunicado, a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex) refere que, nos primeiros sete meses de 2026, registaram-se 61 mil deteções de entradas irregulares na União Europeia, uma redução de 37% quando comparado com o mesmo período em 2025.

“Estes números não refletem os eventos excecionais nas fronteiras externas de Ceuta, em Espanha, no final de julho”, ressalva.

A Frontex considera que esta redução se deve a “vários fatores, incluindo a cooperação contínua com vários países parceiros” e a “medidas preventivas adotadas nos principais países de partida”.

A rota mais utilizada para tentar entrar irregularmente na União Europeia foi o Mediterrâneo Oriental, com 20.232 entradas detetadas pela Frontex, uma redução de 28% quando comparado com o ano passado.

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No Mediterrâneo Central, que abrange a costa italiana, registaram-se 16.545 deteções, uma diminuição de 55% relativamente a 2025, sendo a Líbia o “principal país de partida nesta rota”.

Juntas, as rotas do Mediterrâneo Central e do Mediterrâneo Oriental representaram cerca de 60% do total das entradas irregulares na UE detetadas pela Frontex.

O Mediterrâneo Ocidental, que engloba o sul de Espanha, foi a única região onde se verificou um aumento das entradas irregulares em relação ao ano passado, com 11.500 deteções, mais 37% do que em 2025.

A rota da África Ocidental, para as Canárias, registou a maior queda, com 4.682 deteções, menos 60% do que em 2025.

No que se refere ao Canal da Mancha, da França para o Reino Unido, registaram-se 22.469 deteções nos primeiros sete meses do ano, menos 46% em comparação com o ano passado.

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