O Governo vai ajustar o reforço do policiamento nas zonas de maior concentração turística de Lisboa, na sequência do disparo registado na segunda-feira na Baixa, que deixou uma pessoa ferida.
Segundo o Ministério da Administração Interna, a resposta está a ser articulada com a Polícia de Segurança Pública e a Câmara Municipal de Lisboa, envolvendo maior presença policial no terreno e um reforço da fiscalização a atividades comerciais ilícitas e irregulares no espaço público.
O ministro da Administração Interna manteve contactos com a Direção Nacional da PSP, o Comando Metropolitano de Lisboa e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa após a ocorrência.
A tutela destaca a rápida identificação e detenção, pela PSP, de um dos alegados envolvidos no caso e refere que prosseguem diligências para esclarecer os factos e apurar responsabilidades.
A investigação está a cargo da Polícia Judiciária.
PSP já tinha reforçado presença desde junho
De acordo com o Ministério da Administração Interna, a PSP reforçou desde junho a presença e a visibilidade policial na Baixa e noutras zonas de elevada concentração turística de Lisboa.
Esse reforço inclui elementos do Corpo de Intervenção e, segundo a tutela, terá contribuído para uma resposta mais rápida à ocorrência registada na segunda-feira.
O dispositivo será mantido e ajustado em função da avaliação permanente da situação, dos locais, dos horários e dos fenómenos criminais identificados.
O objetivo é garantir uma presença policial visível e capacidade de intervenção nas zonas com maior concentração de residentes e turistas.
Câmara de Lisboa reforça fiscalização
A Câmara Municipal de Lisboa vai também reforçar, através da Polícia Municipal e dos serviços competentes, a fiscalização das atividades comerciais ilícitas e irregulares nestas áreas.
Em causa estão, designadamente, atividades que contribuam para a degradação ou utilização indevida do espaço público.
O Governo, as forças de segurança e o município vão ainda aprofundar a avaliação da realidade criminal nestas zonas, dos fenómenos associados e da eficácia dos instrumentos atualmente disponíveis para lhes dar resposta.
O Ministério da Administração Interna sublinha que, mesmo que o episódio de segunda-feira venha a ser considerado pontual, o recurso a armas de fogo em plena via pública, numa zona com forte presença de residentes e turistas, exige uma resposta firme.
A tutela garante que Governo, forças de segurança e município continuarão a trabalhar de forma articulada para reforçar a segurança de quem vive, trabalha e visita Lisboa.













