As férias e as despesas associadas ao verão podem pesar no orçamento familiar, mas agosto também pode ser uma boa altura para fazer contas, rever contratos e identificar encargos que podem ser reduzidos.
Nem todas as mudanças produzem resultados imediatos e algumas exigem uma análise cuidada. Ainda assim, comparar preços, eliminar serviços desnecessários e ajustar contratos às necessidades reais da família pode fazer uma diferença importante no final do mês.
A DECO PROteste reúne algumas medidas que podem ajudar a recuperar o controlo do orçamento.
1. Dê uma oportunidade às marcas próprias
No supermercado, os produtos de marca própria podem permitir poupanças relevantes, sem que isso implique necessariamente abdicar da qualidade.
Compare os preços por quilo ou por litro e não apenas o valor apresentado na embalagem. Aproveite também as promoções apenas quando correspondem a produtos de que realmente necessita e evite fazer compras sem uma lista previamente definida.
2. Reveja o tarifário de telecomunicações
É frequente os consumidores manterem durante anos pacotes de telecomunicações com serviços que já não utilizam ou com características superiores às suas necessidades.
Verifique quantos dados móveis consome, quantos canais vê e se continua a precisar de todos os serviços incluídos. Antes de mudar, confirme se existe um período de fidelização em curso e quais os eventuais encargos associados à rescisão.
Também pode contactar o operador e tentar negociar melhores condições, sobretudo quando o contrato está próximo do fim.
3. Confirme se pode baixar a potência elétrica contratada
A potência contratada corresponde ao limite de equipamentos elétricos que podem funcionar em simultâneo e tem impacto direto no valor da fatura.
Uma família que tenha contratado uma potência superior àquela de que necessita pode estar a pagar mais todos os meses sem retirar qualquer benefício. Consulte as suas faturas e avalie se é possível reduzir a potência, tendo em conta os hábitos de consumo e os eletrodomésticos utilizados em simultâneo.
4. Avalie uma conta de serviços mínimos bancários
Quem tem apenas uma conta à ordem pode verificar se reúne as condições para aderir aos serviços mínimos bancários.
Este tipo de conta inclui um conjunto de serviços essenciais, como cartão de débito, levantamentos, transferências e débitos diretos, por um custo anual limitado. Antes de mudar, confirme se cumpre os requisitos e se os serviços incluídos são suficientes para as suas necessidades.
5. Sempre que possível, opte pelos transportes públicos
Combustível, estacionamento, portagens, manutenção e seguros tornam a utilização diária do automóvel uma despesa significativa.
Sempre que existam alternativas adequadas, recorrer aos transportes públicos, partilhar viagens ou combinar diferentes meios de transporte pode ajudar a reduzir os custos mensais. Para perceber a poupança real, faça as contas à totalidade dos encargos associados ao automóvel e não apenas ao combustível.
6. Renegoceie o crédito à habitação
A prestação da casa representa uma das maiores despesas de muitas famílias. Por isso, vale a pena contactar o banco e analisar diferentes possibilidades para reduzir o encargo mensal.
Negociar o spread, transferir o crédito para outra instituição, aumentar o prazo do empréstimo ou fazer uma amortização antecipada são algumas das opções possíveis.
No entanto, cada solução tem consequências diferentes. Aumentar o prazo reduz a prestação no imediato, mas pode elevar o montante total de juros pagos. Antes de tomar uma decisão, compare propostas e avalie todos os custos envolvidos.
7. Compare as ofertas de eletricidade e gás
Os preços e as condições dos contratos de energia devem ser revistos regularmente. O mercado regulado pode ser vantajoso em determinadas situações, mas não é automaticamente a melhor escolha para todas as famílias.
Compare o preço da energia, os descontos, os serviços adicionais, a duração das condições promocionais e eventuais penalizações. O simulador da DECO PROteste disponível em deco.proteste.pt/energia permite perceber qual a opção mais adequada ao seu perfil de consumo.
8. Instale redutores de caudal
Os redutores de caudal, aplicados nas torneiras e nos chuveiros, diminuem a quantidade de água utilizada sem comprometer significativamente o conforto.
Além deste investimento simples, repare torneiras que pingam, reduza o tempo no duche e utilize as máquinas de lavar roupa e loiça apenas quando estiverem cheias. Poupar água permite também reduzir o consumo de energia sempre que é utilizada água quente.
9. Desligue os aparelhos em standby
Televisores, consolas, computadores, colunas e outros equipamentos continuam a consumir energia quando permanecem ligados em modo de espera.
Utilize tomadas com interruptor ou desligue os equipamentos da corrente quando não estão a ser usados durante períodos prolongados. Isoladamente, a poupança pode parecer reduzida, mas ganha importância quando se consideram todos os aparelhos existentes em casa.
10. Compare o seguro de vida associado ao crédito à habitação
O seguro de vida exigido no crédito à habitação não tem necessariamente de ser contratado junto do banco que concedeu o empréstimo.
As seguradoras externas podem apresentar preços mais competitivos. Contudo, antes de mudar, é essencial confirmar se o banco aplica uma penalização no spread e calcular se a poupança no seguro compensa o eventual aumento da prestação.
Compare coberturas, exclusões, capitais seguros e evolução dos prémios ao longo do contrato, e não apenas o preço inicial.
Pequenas mudanças, poupanças duradouras
Rever o orçamento não significa cortar indiscriminadamente em todas as despesas. O objetivo deve passar por identificar encargos desnecessários, contratos desajustados e hábitos que podem ser alterados sem comprometer a qualidade de vida.
Agosto pode ser o ponto de partida para fazer essa revisão e entrar no regresso às rotinas com um orçamento mais equilibrado. Muitas vezes, a maior poupança não resulta de uma única decisão, mas da combinação de várias pequenas mudanças mantidas ao longo do tempo.














