Arménia e Azerbaijão analisam processo de paz um ano após pré-acordo com Trump

O chefe de Estado azeri, Ilham Aliyev, e o primeiro-ministro arménio, Nikol Pashinian, analisaram hoje o processo de paz entre os dois países, um ano após a assinatura do pré-acordo sob tutela do Presidente norte-americano.

Executive Digest com Lusa

O chefe de Estado azeri, Ilham Aliyev, e o primeiro-ministro arménio, Nikol Pashinian, analisaram hoje o processo de paz entre os dois países, um ano após a assinatura do pré-acordo sob tutela do Presidente norte-americano.

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O serviço de imprensa da Presidência do Azerbaijão adiantou que, numa conversa telefónica, realizada por iniciativa da parte arménia, os dois líderes abordaram o aniversário da cimeira de paz em Washington, o processo de paz e o projeto TRIPP (Rota de Trump para a Paz e a Prosperidade).

“Pashinián e Aliyev sublinharam os progressos alcançados no último ano na normalização das relações bilaterais e destacaram a importância do desenvolvimento da cooperação comercial e económica como um dos resultados práticos do estabelecimento da paz”, indicou a Presidência azeri.

Em particular, as partes “mencionaram o fornecimento de hidrocarbonetos azeris à Arménia e o trânsito de mercadorias através dos dois países”.

“As partes manifestaram a intenção de prosseguir os esforços para reforçar o processo de paz, garantir a estabilidade, desenvolver a interligação das rotas de transporte e ampliar a cooperação económica na região”, concluiu o comunicado da Presidência do Azerbaijão.

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A base do pré-acordo de paz é a criação do corredor de trânsito TRIPP, que ligará o Azerbaijão ao seu enclave de Nakhchivan através de território arménio e para cujo desenvolvimento os Estados Unidos obtiveram direitos exclusivos.

As negociações ocorreram após a guerra de 2020, que terminou com a conquista da parte azeri do enclave de Nagorno-Karabakh e a expulsão dos seus 120.000 habitantes de origem arménia.

Os sucessivos conflitos entre a Arménia e o Azerbaijão pelo controlo da região de Nagorno-Karabakh causaram mais de 37.000 mortes nas últimas décadas. Este valor divide-se principalmente entre a primeira guerra dos anos 1990 e o conflito de 2020, além de confrontos fronteiriços subsequentes.

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