Ciberataque atinge grupo Águas de Portugal. Funcionários com condicionamentos na ligação online aos computadores

Apesar do incidente, a empresa garante que o abastecimento de água, a qualidade da água distribuída e os serviços de saneamento continuam a funcionar normalmente em todas as empresas do grupo

Francisco Laranjeira

O grupo Águas de Portugal está a recuperar de um ciberataque de elevada complexidade que atingiu várias empresas da organização desde a passada sexta-feira, provocando constrangimentos em alguns sistemas informáticos e obrigando à adoção de medidas de contingência. Segundo avançou a ‘Renascença’, muitos funcionários foram mesmo instruídos a não ligar os computadores à internet, para que possam ser vistoriados pelos serviços de cibersegurança, para evitar o agravamento da situação.

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Em resposta à ‘Renascença’, a Águas de Portugal confirmou o ataque informático e explicou que foram registados “condicionamentos temporários em alguns processos administrativos e nos canais de contacto com clientes e parceiros”.

Apesar do incidente, a empresa garante que o abastecimento de água, a qualidade da água distribuída e os serviços de saneamento continuam a funcionar normalmente em todas as empresas do grupo, não tendo sido afetados pelo ataque.

A empresa adiantou ainda que ativou de imediato os procedimentos de resposta a incidentes de cibersegurança, envolvendo a Polícia Judiciária e o Centro Nacional de Cibersegurança, enquanto decorrem os trabalhos de recuperação e reposição gradual dos sistemas informáticos afetados.

De acordo com a ‘Renascença’, uma das medidas de precaução adotadas passou por impedir muitos trabalhadores de utilizarem os computadores, numa tentativa de evitar a propagação ou agravamento do incidente enquanto decorrem as operações técnicas.

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A Polícia Judiciária confirmou à estação de rádio que está a investigar o caso, embora, para já, não tenham sido divulgados detalhes sobre a autoria do ataque ou o tipo de malware eventualmente utilizado.

Este é mais um episódio numa sequência recente de ciberataques a entidades portuguesas. Nas últimas semanas, também a Universidade de Aveiro, a Metro Mondego e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve foram alvo de incidentes informáticos.

O caso surge igualmente numa altura em que as infraestruturas de abastecimento de água têm sido alvo de crescente atenção internacional. Recentemente, sistemas de abastecimento de sete estados dos Estados Unidos sofreram ataques informáticos alegadamente associados ao Irão. Embora não tenham existido indícios de contaminação da água, as autoridades reforçaram desde então a vigilância sobre infraestruturas consideradas críticas.

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