Pete Hegseth quer identificar e processar autores de ‘fugas’ de informação

O secretário da Guerra norte-americano, Pete Hegseth, anunciou a criação de um grupo de trabalho com o Departamento da Justiça para “identificar e processar” judicialmente quem der informação sensível de defesa à comunicação social.

Executive Digest com Lusa

O secretário da Guerra norte-americano, Pete Hegseth, anunciou a criação de um grupo de trabalho com o Departamento da Justiça para “identificar e processar” judicialmente quem der informação sensível de defesa à comunicação social.


“Filtrar informação sensível de defesa nacional é trair os nossos guerreiros e pô-los em perigo. Por isso, o Departamento de Guerra e o de Justiça criaram um grupo de trabalho conjunto para identificar e julgar os que a revelarem”, declarou Hegseth, em vídeo colocado segunda-feira nas redes sociais.


A iniciativa é feita depois de o The New York Time revelar este fim de semana que o governo de Donald Trump fez queixas judiciais contra vários dos seus jornalistas, devido à publicação de uma reportagem sobre preocupações com a segurança do novo avião da Presidência, oferecido pelo Qatar.


Desde o regresso de Trump à Casa Branca, o Pentágono endureceu as relações com os meios.


Em 2025, Hegseth restringiu o acesso físico às instalações do Pentágono e às suas fontes e definiu sanções à solicitação de informação de interesse público sem autorização, incluindo a não classificada.

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Isto levou a maioria dos meios a renunciarem às suas credenciais, incluindo The New York Times, The Washington Post, Politico, Reuters, Associated Press e cadeias televisivas como ABC, CBS, CNN, NBC e a própria Fox News, onde Hegseth estava antes de assumir o cargo.

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