Os rendimentos operacionais do Banco CTT subiram 11,9% em 2025, face a igual período anterior, para 145,4 milhões de euros, impulsionados pela maior margem financeira e mais comissões recebidas, divulgaram hoje os CTT.
Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), os Correios de Portugal adiantam que “os rendimentos operacionais do Banco CTT atingiram 145,4 milhões de euros em 2025”, ou seja, mais 15,5 milhões de euros, um aumento homólogo de 11,9%.
“Este crescimento deve-se sobretudo a maior margem financeira (+5,0 milhões de euros; +5,1% homólogos) e mais comissões recebidas (+4,7 milhões de euros; +15,8% homólogos)”, acrescentam, referindo que “tanto a margem financeira como as comissões foram alavancadas pelo crescimento da base de clientes e pelo seu maior envolvimento, o que resultou no crescimento do volume de negócios, dentro e fora do balanço, com uma taxa de margem financeira relativamente estável, num contexto de descida das taxas de juro”.
No final de dezembro, o número de contas à ordem do Banco CTT ascendia a 707 mil (+3,8%), mais 25,7 mil face a dezembro de 2024.
O volume de negócios em 2025 atingiu 7.851,0 milhões de euros, um aumento de 12%, o que “se explica principalmente” pelos depósitos de clientes, que se situaram em 4.334,5 milhões de euros (+7,2% homólogos); pelo crédito a clientes, dentro do balanço, que atingiu 2.057,8 milhões de euros (+15,1%), suportado sobretudo pelo crédito automóvel (+9,7%) para 1.028,0 milhões de euros e pelo crédito à habitação (+20,3% para 963,3 milhões de euros); e pelas poupanças ‘off-balance’, que totalizaram 1.318,1 milhões de euros (+26,1%).
De acordo com os dados divulgados, os juros recebidos do crédito automóvel atingiram 67,3 milhões de euros no ano passado, o que corresponde a um aumento de 10%, ou de 6,1 milhões de euros.
A produção anual de crédito automóvel situou-se em 301,3 milhões de euros, um aumento de 10,6%.
Relativametne aos juros recebidos de crédito à habitação, estes somaram 27,9 milhões de euros, no período em análise, o que corresponde a uma diminuição homóloga de 9,5%. “Este desempenho reflete a evolução das taxas Euribor”, referem os CTT.
“A produção de crédito à habitação situou-se em 270,5 milhões de euros”, um aumento homólogo de 44,2%.
Já os oturos juros recebidos “registaram um decréscimo de 17,2 milhões de euros, impactados pela diminuição da remuneração dos valores aplicados no banco central, em resultado da descida das taxas de juro diretoras do Banco Central Europeu (BCE)”.
Em 2025, as comissões recebidas atingiram 34,5 milhões de euros, um aumento de 15,8%, “destacando-se as contribuições positivas do crédito habitação, contas e cartões, crédito ao consumo e poupanças ‘off-balance’ e seguros, que ascenderam a 30,4 milhões de euros”, uma subida homóloga de 18,1%.
O resultado antes de juros e impostos (EBIT) diminuiu 1,6% para 26,2 milhões de euros no ano passado, “mantendo-se praticamente estável face ao período homólogo”.
Este desempenho “reflete a decisão estratégica de investir na aceleração do crescimento da base de clientes, dos volumes de negócios e das receitas, o que tem conduzido a maior investimento na rede, em capacidades comerciais e informática”.
“Em novembro de 2024, o Banco CTT emitiu 45 milhões de euros de dívida sénior preferencial, elegível para MREL, com um prazo de vencimento de 3 anos e opção de resgate antecipado ao fim de 2 anos”, recorda.
A emissão foi subscrita por mais de 20 investidores institucionais nacionais e internacionais.
“O Banco CTT tenciona continuar a emitir dívida preferencial sénior no futuro para financiar o seu crescimento, cumprindo simultaneamente os requisitos regulamentares relativos ao MREL”, salientam.
O resultado líquido dos CTT atingiu 50,7 milhões de euros em 2025, um aumento de 5,2 milhões de euros ou uma subida de 11,4% face a 2024.





