Especialista em segurança revela os erros que tornam a sua bagagem alvo fácil de ladrões

Entre os erros mais comuns está o recurso à película de plástico protetora nos aeroportos

Francisco Laranjeira

O roubo de bagagem continua a ser um dos incidentes mais frustrantes para quem viaja. Para evitar que um furto estrague as férias, um ex-polícia militar americano deixa recomendações claras sobre como tornar as malas menos apelativas para ladrões. O alerta é citado pelo ‘The Independent’, que ouviu Ed Burnett, antigo membro da polícia militar do Exército dos EUA e especialista em segurança da UPS, atualmente consultor executivo da Cloudastructure Inc., empresa dedicada à vigilância com recurso a inteligência artificial.

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Entre os erros mais comuns está o recurso à película de plástico protetora nos aeroportos. Embora muitos viajantes acreditem que o plástico aumenta a segurança, Burnett explica ao ‘The Independent’ que o efeito pode ser precisamente o contrário: além de dificultar uma verificação rápida em caso de suspeita de adulteração, o embrulho pode sinalizar que há algo valioso no interior da mala.

A escolha da bagagem também faz diferença. Cores discretas como preto ou azul-marinho são mais fáceis de “levar sem dar nas vistas”, enquanto tons vibrantes funcionam como fator dissuasor, uma vez que tornam a mala facilmente identificável. Já no que toca aos materiais, as malas rígidas oferecem maior resistência, pois as de tecido podem ser abertas rapidamente com um simples corte.

As marcas são outro ponto sensível. Logótipos de luxo podem atrair atenção indesejada, por sugerirem que o conteúdo é tão valioso quanto a própria mala. Burnett aconselha optar por modelos robustos, mas sem ostentação evidente.

Quanto à tecnologia, dispositivos de rastreamento como AirTags podem ser úteis para recuperar a bagagem, mas não impedem o roubo. O especialista sublinha que devem estar bem escondidos, já que, se forem encontrados, serão descartados. Também alerta para etiquetas externas que indiquem conteúdos como “equipamento fotográfico” ou “frágil”, pois podem funcionar como convite ao furto.

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Cadeados e abraçadeiras de nylon têm utilidade limitada. Servem sobretudo para impedir furtos oportunistas ou para que o proprietário perceba rapidamente que a mala foi aberta, mas não travam um ladrão determinado, sobretudo em malas de tecido com fechos vulneráveis.

Outro cuidado importante prende-se com as etiquetas de identificação. Expor nome e morada pode indicar que a casa está vazia. O conselho passa por utilizar etiquetas cobertas e evitar dados residenciais visíveis, privilegiando contactos profissionais sempre que possível.

Na arrumação, a regra é simples: objetos de valor, medicamentos e eletrónica devem ir sempre na bagagem de mão. Se for inevitável colocá-los na mala de porão, o especialista sugere recorrer a recipientes disfarçados, como frascos comuns ou sacos de roupa suja. Pequenos aparelhos eletrónicos e carregadores de gama alta são frequentemente esquecidos e têm elevado valor de revenda.

Quanto aos locais de maior risco, o ‘The Independent’ destaca os saguões de hotéis, os bagageiros de comboios e as cafetarias como pontos críticos. Momentos de distração — como o check-in ou a consulta do telemóvel — são oportunidades ideais para furtos rápidos.

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