Alerta alimentar no verão: usar película aderente nestes alimentos pode favorecer bactérias

Com a chegada do calor, os cuidados com a conservação dos alimentos devem redobrar-se, especialmente quando se recorre à película aderente, uma solução prática mas nem sempre segura em ambientes quentes.

Pedro Zagacho Gonçalves

Com a chegada do calor, os cuidados com a conservação dos alimentos devem redobrar-se, especialmente quando se recorre à película aderente, uma solução prática mas nem sempre segura em ambientes quentes. Embora o plástico transparente – geralmente feito de PVC ou polietileno – funcione como barreira contra o ar e os odores, pode também criar condições ideais para a proliferação de bactérias, sobretudo quando combinado com alimentos húmidos ou sensíveis ao calor.

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A advertência foi divulgada pelo portal grego iefimerida.gr e destacada pelo HuffPost. O principal problema reside na capacidade da película para reter humidade, funcionando como uma câmara fechada onde o calor acumulado favorece o crescimento de microrganismos e até bolores. A utilização deste material pode, assim, ser contraproducente no verão, especialmente quando se aplicam folhas de plástico sobre alimentos ainda quentes ou suscetíveis à deterioração rápida.

Tapar alimentos acabados de confecionar com película aderente é, em qualquer circunstância, desaconselhado, mas durante o verão o risco agrava-se. A humidade gerada pelo calor residual, ao ficar presa entre o alimento e o plástico, transforma-se num meio de cultura para bactérias, colocando em causa a segurança alimentar. O perigo é ainda maior em produtos com alto teor de água ou açúcar, como frutas maduras, que fermentam mais rapidamente neste tipo de ambiente selado.

Os queijos frescos, por exemplo, estão entre os alimentos mais afetados. Altamente sensíveis ao calor e à humidade, quando envolvidos em película durante os meses quentes tendem a desenvolver bolor com maior facilidade. Os especialistas recomendam que sejam mantidos na sua embalagem original ou em recipientes herméticos, preferencialmente no frigorífico, longe de variações térmicas.

O mesmo se aplica a frutas maduras, cuja elevada concentração de açúcares naturais acelera os processos de fermentação e degradação. Se envolvidas em plástico aderente, essas frutas ficam mais propensas a desenvolver cheiros desagradáveis, texturas alteradas e, eventualmente, fungos. A alternativa passa por conservar estas frutas em recipientes ventilados ou com tampas, em vez de as isolar com plástico.

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Outro caso prático comum no verão é o dos sandes para praia ou lancheira, que frequentemente são embrulhadas em película aderente. No entanto, este hábito pode tornar-se contraproducente, já que o pão e os recheios tendem a ficar húmidos, perdendo frescura e sabor. A recomendação dos especialistas citados pelo HuffPost é simples: envolver as sandes primeiro em papel absorvente de cozinha e só depois, se necessário, em película ou folha de alumínio, garantindo assim melhor proteção contra a humidade.

Num contexto em que as temperaturas elevadas aceleram a degradação dos alimentos, os cuidados com o tipo de embalagem e conservação devem ser adaptados. Além disso, manter os alimentos bem refrigerados, evitar o contacto com plásticos quando ainda estão quentes, e privilegiar recipientes próprios para alimentos são medidas essenciais para prevenir intoxicações e garantir a segurança à mesa durante os meses mais quentes do ano.

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