A Polícia Judiciária (PJ) e a Marinha Portuguesa intercetaram um submarino carregado com cerca de sete toneladas de cocaína em águas internacionais a sul dos Açores. A operação, considerada inédita, resulta numa das maiores apreensões de droga oriunda da América do Sul com destino a Portugal, segundo avança a CNN Portugal.
A detenção do submersível foi possível graças à troca de informações entre as autoridades portuguesas e congéneres internacionais, o que permitiu identificar e localizar o aparelho em pleno oceano Atlântico. No interior da embarcação seguiam cinco suspeitos de envolvimento na rede de tráfico, nomeadamente três cidadãos brasileiros, um espanhol e um colombiano. Os detidos estão a ser rebocados pela Marinha para o Porto de Ponta Delgada, nos Açores, onde aguardarão os procedimentos judiciais.
A PJ refere em comunicado que o submarino era “utilizado por uma organização criminosa transnacional”, que tinha como destino a Península Ibérica. Já em território europeu, a droga seria distribuída por vários países.
A operação, que tem o nome de “Nautilus”, aconteceu durante os últimos dias e contou com a colaboração das polícias portuguesas e espanholas.
Além da PJ, participaram nesta investigação a Marinha e a Força Aérea portuguesas, a Guardia Civil de Espanha, a Drug Enforcement Administration dos Estados Unidos da América e a National Crime Agency do Reino Unido.
O inquérito está a ser dirigido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e a investigação está a cargo da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ.
Esta investigação teve origem em informações partilhadas pela Guardia Civil no Maritime Analysis and Operations Centre – Narcotics (MAOC-N), que tem sede em Lisboa.
A utilização de submarinos para o transporte de droga tem sido um método frequente entre as grandes redes de tráfico internacional, dada a dificuldade em detetar estas embarcações submersíveis. No entanto, esta é a primeira vez que as autoridades portuguesas conseguem intercetar um destes aparelhos em alto-mar.
As autoridades portuguesas, em articulação com organismos internacionais de combate ao tráfico de droga, têm vindo a intensificar os esforços na vigilância das rotas utilizadas pelos cartéis da América do Sul. A localização estratégica de Portugal e, em particular, dos Açores, torna a região um ponto crítico na passagem de estupefacientes com destino à Europa.














