UE prepara “código de ética” para travar poder crescente dos influenciadores digitais

Cada vez mais os chamados ‘influencers’ ou influenciadores digitais, seja em que plataforma (rede social ou não) for, têm um importante papel na tomada de decisões, especialmente entre os mais jovens. Esta realidade está a preocupar o Governo belga e a levar a discussões e apresentar propostas, que já estão a ‘transbordar’ e a circular entre outros governos no Conselho da União Europeia (UE).

Pedro Zagacho Gonçalves

Cada vez mais os chamados ‘influencers’ ou influenciadores digitais, seja em que plataforma (rede social ou não) for, têm um importante papel na tomada de decisões, especialmente entre os mais jovens. Esta realidade está a preocupar o Governo belga e a levar a discussões e apresentar propostas, que já estão a ‘transbordar’ e a circular entre outros governos no Conselho da União Europeia (UE).

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Segundo defende o documento, a que o Politico teve acesso, os influenciadores digitais devem receber ajuda e aconselhamento sobre como reagir com as suas audiências em temas como o ciberbullying, questões de saúde mental, discurso de ódio ou desinformação. Uma das propostas defendidas é que seja criado na UE um “código de ética ou um selo de ética” a serem atribuídos aos influenciadores.

Um dos alvos a combater é o impacto descontrolado de alguns influenciadores potencialmente perigosos na sociedade. Por exemplo, Andrew Tate, criador de conteúdos online, é apontado como responsável por alimentar uma onda de masculinidade tóxica e assédio sexual contra raparigas nas escolas do Reino Unido.

A Bélgica, que neste momento preside ao Conselho da UE, que garantir que os influenciadores digitais tenham consciência das leis, europeias e nacionais, a que estão sujeitos. por outro lado, devem apoiar os jovens criadores de conteúdos, que não têm experiência, de forma a treiná-los para comunicarem com o público.

“Neste momento, existe uma lacuna no apoio à melhoria das competências cognitivas e éticas dos influenciadores”, indica o documento, explicando que os criadores de conteúdo devem “compreender o impacto que podem ter nos seus seguidores, divulgando-o de uma forma acessível e compreensível”.

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Nesse sentido a presidência Belga do Conselho da UE está a preparar uma conferência chamada “Conteúdo com Consciência” para o dia 27 de fevereiro. Será lá que especialistas e influenciadores vão discutir como fazer uma “influência responsável”.

Outros governos manifestaram apoio no controlo do impacto dos influenciadores digitais e, por exemplo, no caso de França até foram sugeridas mais apertadas, como a repressão de criadores de conteúdo que publicitam produtos ou serviços arriscados ou fraudulentos, como criptomoedas, esquemas de pirâmide ou cirurgias estéticas.

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