Parlamento aprova criminalização das práticas de conversão sexual

Projeto de lei contou com a abstenção do PCP e do Chega

Francisco Laranjeira

O Parlamento aprovou, esta sexta-feira, a proposta da criminalização das práticas de conversão sexual, com a abstenção do PCP e do Chega – os deputados socialistas Marcos Perestrelo, Sérgio Sousa Pinto, Filipe Neto Brandão, Susana Correia, Bruno Aragão e Cláudia Santos também votaram na abstenção.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

Foram também aprovados projetos de lei do PS, PAN e Livre, relacionados com a proteção dos direitos das pessoas transexuais e homossexuais, que agora seguem para a Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias para discussão na especialidade.

Continue a ler após a publicidade

Em particular, o projeto de lei do Bloco de Esquerda, que pretendia o reforço da garantia de exercício do direito à autodeterminação da identidade de género, da expressão de género e do direito à proteção das características sexuais no âmbito escolar, que foi aprovado pelos grupos parlamentares do PS, PCP, BE, PAN e Livre, enquanto o PSD e o Chega votaram contra. A Iniciativa Liberal e os deputados socialistas Marcos Perestrelo e Sérgio Sousa Pintos abstiveram-se.

O projeto-lei do Livre, no qual é visada a proibição e criminalização das “práticas de conversão”, foi aprovado por PS, PSD, Iniciativa Liberal, BE, PAN e Livre – com nenhum voto contra, o Chega, o PCP e os deputados socialistas Marcos Perestrelo, Sérgio Sousa Pinto, Filipe Neto Brandão, Susana Correia, Bruno Aragão e Cláudia Santos abstiveram-se.

Foi igualmente aprovado o projeto de lei do PS que institui o quadro para emissão das medidas administrativas que as escolas devem adotar para efeitos da implementação da lei que estabelece o direito à autodeterminação da identidade de género e expressão de género e o direito à proteção das características sexuais.

O projeto-lei do PAN que prevê a criminalização de práticas com vista à alteração, limitação ou repressão da orientação sexual, da identidade ou expressão de género foi aprovado pelo PS, PSD, Iniciativa Liberal, BE, PAN e Livre.

Já a proposta do PS que proíbe as práticas atentatórias contra pessoas LGBT+ através das denominadas “terapias de conversão sexual” teve os votos favoráveis de PS, PSD, Iniciativa Liberal, BE, PAN e Livre.

Continue a ler após a publicidade
Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.