A ainda Presidente Executiva da TAP, Christine Ourmières-Widener, deve receber um prémio equivalente a mais de 600 mil euros aquando da sua saída da companhia aérea, depois de ter sido exonerada do cargo pelo Ministro das Finanças, Fernando Medina.
A notícia avançada pelo ‘Correio da Manhã’ dá conta que, de acordo com o contrato assinado com a TAP a 8 de junho de 2021, a gestora tem direito a um bónus equivalente a 120% da sua remuneração-base anual por o resultado da empresa ter superado as expectativas.
Assim, como Christine Ourmières-Widener ganha 504 mil euros brutos por ano, deverá receber um bónus equivalente a 604.800 euros.
No entanto, é de sublinhar que se todos os objetivos fossem cumpridos dentro dos cinco anos do plano de reestruturação da companhia aérea, a gestora teria direito a um bónus total acima de três milhões de euros. Para tal, tinham que ser atingidos 85% dos objetivos, o que corresponderia a um bónus equivalente a 85% da remuneração anual.
Christine Ourmières-Widener vai manter-se em funções até ao final do mês de março, como tinha comunicado anteriormente a TAP à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), na sequência da divulgação do relatório da Inspeção-Geral de Finanças (IGF) sobre a indemnização de meio milhão de euros a Alexandra Reis.
Recorde-se que a TAP obteve um lucro de 65,6 milhões de euros em 2022, tendo regressado aos resultados positivos após prejuízos de 1.600 milhões em 2021 e antes do previsto no plano de reestruturação.
O plano de reestruturação da TAP, aprovado pela Comissão Europeia no final de 2021, previa que a companhia aérea começasse a dar lucro em 2025 e que obtivesse um resultado operacional positivo em 2023, algo que a empresa atingiu no primeiro semestre de 2022.
TAP: Galamba destaca resiliência e capacidade de autossuperação da empresa após lucros
Continue a ler após a publicidade














