EUA acusam donas das plataformas chinesas AliExpress e WeChat de permitirem pirataria

Gigantes da tecnologia chinesa, como as proprietárias das plataformas AliExpress (Alibaba) e WeChat (Tencent), estão na lista de empresas cúmplices de pirataria divulgada hoje pelo gabinete do Representante do Comércio do governo dos Estados Unidos.

Executive Digest com Lusa

Gigantes da tecnologia chinesa, como as proprietárias das plataformas AliExpress (Alibaba) e WeChat (Tencent), estão na lista de empresas cúmplices de pirataria divulgada hoje pelo gabinete do Representante do Comércio do governo dos Estados Unidos.

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Produtos falsificados e ‘piratas’ da China representaram 75% do valor de artigos fraudulentos apreendidos pela Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) dos EUA em 2021.

A atualização do “Relatório dos Mercados de Falsificação e Pirataria Mais Notórios” detalha uma série de empresas cúmplices da contrafação e pirataria de produtos físicos e digitais, incluindo de âmbito cultural como filmes ou música.

Segundo refere este gabinete no relatório, o WeChat, aplicativo da Tencent, semelhante ao WhatsApp, mas com muitas funcionalidades extras, é “uma das maiores plataformas de produtos falsificados na China”.

Embora a Tencent o descreva como uma “ferramenta de comunicação social e uma plataforma de publicação de informações”, o WeChat “fornece um ecossistema de comércio eletrónico que facilita a distribuição e venda de produtos falsificados aos utilizadores da plataforma do WeChat”, detalha.

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Esta prática é possível graças a recursos como os “canais” WeChat de vídeo de curta duração para anunciar produtos falsificados diretamente aos consumidores, que podem comprá-los através de um outro recurso, o “carrinho de compras”, presente na aplicação.

“Os esforços da Tencent para combater a falsificação no que diz respeito ao ecossistema de comércio eletrónico WeChat foram inadequados”, sublinha o gabinete no relatório.

Os Estados Unidos também visam o grupo Alibaba e a sua plataforma global, a AliExpress, bem como a chinesa Taobao, uma das maiores plataformas de comércio eletrónico do mundo.

Ambas são plataformas de comércio eletrónico que ligam consumidores de todo o mundo com vendedores sedeados na China.

Embora a Alibaba “seja conhecido pelos seus processos e sistemas antifalsificação que estão entre os melhores do setor de comércio eletrónico”, a realidade é bem diferente porque existe “uma difusão de produtos falsificados na plataforma”, realça o relatório.

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Esta prática ocorre porque existem falhas, como a contínua falta de verificação efetiva de fornecedores e verificações de infratores reincidentes.

O gabinete do Representante do Comércio do governo dos Estados Unidos, liderado por Katherine Tai, sublinha que, embora a venda e distribuição de produtos falsificados e pirateados ‘online’ seja “uma preocupação crescente”, os mercados físicos continuam a permitir um comércio substancial de itens falsificados e pirateados.

Quer a pirataria de direitos de autor, quer a falsificação de marcas registadas “causam perdas financeiras significativas para os detentores de direitos e empresas legais dos EUA, minam as vantagens comparativas cruciais dos EUA em inovação e criatividade em detrimento dos trabalhadores norte-americanos e representam riscos significativos para a saúde e segurança dos consumidores”, desta ainda o gabinete no relatório.

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