“Zillennials” são os menos satisfeitos em termos profissionais, revela estudo

A MetLife, Inc., empresa de seguros de vida e acidentes pessoais, divulgou esta terça-feira as conclusões da 20ª edição do estudo anual sobre as tenências de benefícios dos trabalhadores. O principal destaque vai para os trabalhadores jovens, que se mostraram insatisfeitos com a experiência laboral e pediram maior atenção ao seu bem-estar por parte dos empregadores.

Mariana da Silva Godinho

A MetLife, Inc., empresa de seguros de vida e acidentes pessoais, divulgou esta terça-feira as conclusões da 20ª edição do estudo anual sobre as tenências de benefícios dos trabalhadores. O principal destaque vai para os trabalhadores jovens, que se mostraram insatisfeitos com a experiência laboral e pediram maior atenção ao seu bem-estar por parte dos empregadores.

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A geração que o estudo indicou como “Zillennials” e explicou serem uma microgeração nascida entre 1993-1998, exige ainda que a cultura e o ambiente do trabalho estejam melhor alinhados com os seus valores pessoais, pois 53% assumiu que um emprego que não os realiza é uma das maiores causas de stress.

Deste modo, a longo prazo, preveem uma mudança nas expectativas profissionais impulsionada principalmente por esta microgeração, que apresentam probabilidades mais reduzidas de se conformarem com as ofertas tradicionais do mercado de trabalho, tendo em conta que cada vez mais há uma evolução dos valores e das prioridades.

“As tendências reveladas pelo estudo devem merecer a atenção dos empregadores e que podem aproveitar para fazer uma reflexão sobre as suas próprias práticas laborais. À medida que os trabalhadores repensam não só a forma como trabalham, mas também porque o fazem, os jovens estão a estabelecer um novo padrão para avaliar a experiência no trabalho. A análise das expectativas desta geração pode servir como um barómetro para o sucesso das políticas de talento – um fator fundamental dado que estes jovens estão a ganhar peso no mercado de trabalho”, explica Oscar Herencia, Vice-presidente da Metlife para o sul da Europa e diretor geral para Espanha e Portugal.

Sobre as principais prioridades para melhoria de bem-estar no local de trabalho, esta geração refere as licenças pagas e não pagas, os programas de equilibro da vida profissional e pessoal, os benefícios de bem-estar mental e os programas de apoio às suas necessidades financeiras.

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Oscar Herencia conclui: “Para melhorar a satisfação e a retenção de talento, os empregadores precisam de atribuir maior importância aos benefícios. O objetivo é oferecer um pacote completo que dê resposta às principais necessidades das novas gerações. Caso contrário, arriscam-se a ficar para trás na guerra pelo talento”.

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