O primeiro-ministro, António Costa, e o ministro da Ciência, Manuel Heitor, vão conhecer esta sexta-feira um ventilador pulmonar desenvolvido em Portugal, o Atena, a partir do Centro de Engenharia para o Desenvolvimento de Produto (CEiia), que vai avançar com um pedido formal de ensaios em pessoas para que possa chegar o mais depressa a unidades de cuidados intensivos, revela o “Público”.
Este ventilador pulmonar terá, na próxima semana, a sua última sessão de testes em animais, tendo sido escolhido o porco por «parecenças fisiológicas e anatómicas com o humano», explicou um membro da equipa àquela publicação.
Para já, estão construídos 100 exemplares deste ventilador e angariados 1,85 milhões de euros em doações a este projecto.
A equipa responsável prevê, segundo o jornal, produzir mais 400 ventiladores até Junho, dentro da estrutura montada no CEiia, e conseguir uma capacidade de produção de 1500 até ao fim do ano.
Portugal contabiliza já 26.715 infectados por Covid-19 (mais 533 do que na quarta-feira) e 1.105 mortes associadas à doença (+16), segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção-Geral da Saúde.
O país está desde domingo em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência, que começou a 19 de Março. Esta nova fase de combate à Covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância activa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.
A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 269 mil mortos e infectou acima de 3,8 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo um balanço da agências de notícias “France-Press”, a partir de dados oficiais.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando sectores inteiros da economia mundial. Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos a aliviar diversas medidas.














