O lançamento do foguetão Artemis, que transporta a cápsula Órion, na quarta-feira, foi um “dia histórico para o voo espacial humano”, o que leva a NASA a defender que “certamente, nesta década, teremos seres humanos a viver lá por alguns períodos”.
O funcionário da agência do governo federal dos Estados Unidos da América (EUA) que lidera este programa espacial, Howard Hu, explicou que será possível, porém, “os habitats serão necessários para apoiar as missões científicas”, dado que os astronautas enviados para a Lua estarão a fazer “fazer ciência”.
O foguetão Artemis, com 100 metros de altura, descolou do Centro Espacial Kennedy, nos EUA, como parte da missão da NASA de levar os astronautas de volta ao satélite da Terra e, neste momento, encontra-se a cerca de 134 mil quilómetros da Lua. O intuito desta missão é também registar os impactos do voo sobre o corpo humano através de três manequins que servirá como exemplo.
Howard Hu comentou que ver o Artemis descolar é “uma sensação inacreditável” e “um sonho” realizado. Nas suas palavras, “é o primeiro passo que estamos a dar para a exploração do espaço profundo a longo prazo, não apenas para os Estados Unidos, mas para o mundo”.
“Este é um dia histórico para a NASA, mas também para todas as pessoas que amam o voo espacial humano e a exploração do espaço profundo”, admitiu explicando que esta missão significa que o ser humano está a “regressar à Lua” e a trabalhar para um “programa sustentável”.
“Este é o veículo que transportará as pessoas que aterrarão de novo na Lua”, salientou. Caso o atual voo do Artemis seja bem sucedido, “o próximo seria com uma tripulação” revelou Howard Hu ao mencionar que no terceiro os astronautas voltariam a aterrar na Lua pela primeira vez desde a Apollo 17 50 anos atrás, em dezembro de 1972.
Até agora, os dados indicam que a missão está “a decorrer bem”, segundo a BBC, estando todos os sistemas a funcionar e a equipa da missão a preparar-se para a próxima missão. Para o especialista, assistir a este desenvolvimento “dá realmente a excitação e sensação de que “estamos a regressar à Lua”.
O lançamento de quarta-feira seguiu duas tentativas de lançamento anteriores em agosto e setembro que foram abortadas durante a contagem decrescente devido a problemas técnicos.














