Telemóveis vão conseguir antecipar quando é que alguém vai morrer…e com uma precisão de 70%

No estudo foram usados sensores de movimento, mas também telemóveis. Os cientistas afirmam que os mesmos dados podem ser recolhidos por qualquer telemóvel com acelerómetro, que é uma opção mais acessível e igualmente eficaz na recolha de dados do que equipamentos próprios.

Pedro Zagacho Gonçalves

Os telemóveis e smartphones poderão ser capazes de prever quando é que alguém vai morrer, com uma precisão de 70%, através de uma análise à forma como andamos, revela uma nova investigação da Universidade de Tsinghua, na China, com base em indicadores retirados de um estudo feito no Reino Unido, publicada no PLOS Digital Health.

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No estudo, mais de 100 mil participantes usaram monitorizadores de atividade (como os que temos nos smartphones e que registam vários números, como passos dados, distância percorrida, batimentos cardíacos, horas de sono, etc) durante uma semana, mas bastaram seis minutos de dados sobre a forma como cada um andava para os investigadores conseguirem prever o risco de morte no prazo de cinco anos.

Combinados com a informação demográfica de cada um dos participantes monitorizados, a velocidade e modo de andar eram recolhidos pelos telemóveis e depois os dados usado num algoritmo que é capaz de prever as taxas de mortalidade. Dos participantes de meia-idade e idosos, aproximadamente dois por cento morreram nos cinco anos seguinte, como previsto pelo algoritmo.

“Os nossos resultados mostram que medições passivas feitas com sensores de mobilidade podem ter precisão similar a medições ativas de velocidade e ritmo do passo. Os nossos métodos oferecem um caminho mais simples para uma aferição de risco de saúde a nível nacional”, escrevem os investigadores.

No estudo foram usados sensores de movimento, mas também telemóveis. Os cientistas afirmam que os mesmos dados podem ser recolhidos por qualquer telemóvel com acelerómetro, que é uma opção mais acessível e igualmente eficaz na recolha de dados do que equipamentos próprios.

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Os resultados significam que este método pode ser útil em regiões mais pobres, como por exemplo a África subsaariana onde, apesar do baixo nível de vida, 48% da população tem smartphones. Isto significaria que os aparelhos poderiam ser utilizados para estudos deste género.

Os investigadores destacam que estudos sobre a atividade física com base em sensores são mais vantajosos, já que não implica uma mudança nas atividades diárias dos participantes, e permitirá “uma análise a uma escala maior da população” do que questionários e entrevistas sobre atividade regular.

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