Se é cliente da EasyJet prepare-se para ser atacado. Vem aí uma onda de ‘phishing’

Os clientes afetados devem suspeitar de qualquer e-mail ou mesmo chamadas telefónicas que possam estar relacionadas com esta quebra de segurança.

Sónia Bexiga

Na sequência do roubo massivo de dados a 9 milhões clientes da EasyJet, entre os quais constam endereços de e-mail, detalhes de viagens e detalhes de cartões de crédito de 2 208 clientes, pode esperar-se que esta informação roubada seja vendida pelos hackers e usada como engodo para ataques de ‘phishing’ contra estes clientes, especialmente com e-mails a fazer-se passar pela EasyJet ou de uma empresa afiliada.

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Este é o alerta lançado pelo country manager da Check Point em Portugal, Rui Duro, que ressalva ainda que “há informação pessoal suficiente nos registos roubados para tornar essas pessoas alvos de roubo de identidade e fraude. Os hackers provavelmente irão comercializar os dados roubados bem como tentar enganar os clientes para revelarem mais dados pessoais através de emails de phishing”.

Na leitura deste especialista, “isto é um simples jogo de números para os hackers, pois podem enviar dezenas de milhar de emails na esperança de enganar uma mão cheia de clientes”.

“Vimos um aumento considerável de tentativas de phishing e ciberataques nas últimas semanas, muitos deles relacionados com a pandemia Covid-19. Não ficaria nada surpreendido de ver ataques futuros lançados com os dados agora roubados”, reforçou ainda.

Quanto às possíveis vítimas destes esquemas maliciosos, sugere que os clientes afetados suspeitem de qualquer e-mail ou mesmo chamadas telefónicas que possam estar relacionadas com esta quebra de segurança.

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“Não interessa o quão plausíveis pareçam, não devem partilhar nenhum tipo de informação pessoal e devem manter-se vigilantes relativamente a transações de cartão de crédito suspeitas”, conclui Rui Duro.

Este ataque informático à companhia aérea EasyJet também mereceu uma reação da Kaspersky, e corroborando a já referida necessidade de estar em alerta máximo, recomenda também que todas as vítimas protejam os seus dispositivos com soluções de segurança robustas e que executem as atualizações disponíveis nos respetivos sistemas operativos e nas aplicações instaladas.

“Além disso, aconselhamos os utilizadores a usarem palavras-passe únicas e complexas em todas as suas contas online e a tirarem partido da autenticação de dois fatores, sempre que for possível, nos diferentes fornecedores online”, detalhou David Emm, Principal Investigador de Segurança da Kaspersky.

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