A Rússia mostrou-se, esta segunda-feira, perplexa sobre a proposta do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em negociar uma nova estrutura de controlo de armas nucleares para substituir o novo Tratado START quando este expirar em 2026, segundo revelou fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia.
Em comunicado, o presidente americano referiu que o seu Governo está pronto para negociar “rapidamente” uma nova estrutura mas que a Rússia devia demonstrar estar pronta para retomar o trabalho de controlo de armas nucleares.
“Esta é uma declaração séria ou o site da Casa Branca foi hackeado?”, gracejou uma fonte do Ministério russo à ‘Reuters’. “Se isso ainda é uma intenção séria, com quem exatamente pretendem discutir isso?”
O Novo Tratado START, assinado em 2011, obrigou os Estados Unidos e a Rússia a limitar a implantação de mísseis balísticos intercontinentais, mísseis balísticos lançados de submarinos e bombardeiros pesados equipados para armamento nuclear.
Também colocou limites nas ogivas nucleares desses mísseis e bombardeiros implantados e nos lançadores desses mísseis. Ambos os lados atingiram os limites centrais do tratado a 5 de fevereiro de 2018 e o tratado foi estendido até o final de 4 de fevereiro de 2026.
O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou que a sua administração quer negociar rapidamente “uma nova estrutura de controlo de armas para substituir o Novo START, quando este expirar em 2026” – implementado em 2011, o New Strategic Arms Reduction Treaty limita o número de armas nucleares dos Estados Unidos e da Rússia, sendo considerado o único acordo de controlo de armas remanescente entre as duas potências.
A negociação de um acordo que substitua o Novo START exige, no entanto, “um parceiro disposto a operar de boa-fé”, disse Joe Biden, referindo que “a agressão brutal e não provocada da Rússia na Ucrânia destruiu a paz na Europa e constitui um ataque aos princípios fundamentais da ordem internacional”.
Por isso, argumentou, “a Rússia deve demonstrar que está pronta para retomar o trabalho de controlo de armas nucleares com os Estados Unidos”.













