O ministro da Defesa da Rússia Sergei Shoigu revelou, esta quarta-feira, que as tropas russas vão retirar-se de Kherson dado que a contraofensiva ucraniana tem vindo a impossibilitar a sua defesa e a impedir o abastecimento à cidade.
Nas palavras do comandante da Rússia na Ucrânia, Sergei Surovikin, esta foi “uma decisão difícil”, contudo após avaliar a situação, a Rússia optou por “assumir a defesa ao longo da margem esquerda do rio Dnipro”, informa o jornal The Kyiv Independent.
A retirada russa poderá significar o desenvolvimento militar mais significativo desde que as forças ucranianas recuperaram a região norte de Kharkiv, em setembro. Assim, após a saída do exército russo, esta ação significa que atualmente só existem militares russos a leste do rio Dnipro.
A ordem de retirada dos militares russos surge na sequência do avanço das forças ucranianas em direção à cidade de Kherson a partir de duas direções. O país invadido tem vindo a defender Kherson, ocupada assim que se deu a guerra, desde agosto e, recentemente, conseguiu derrubar as linhas defensivas russas a norte da cidade.
Segundo as autoridades pró-russas, já foram retirados 115 mil habitantes da cidade. Kherson faz parte das regiões ucranianas anexadas em setembro pela Rússia, juntamente com Lugansk, Donetsk e Zaporiyia, num movimento que apelidou de “referendos”, considerados ilegais por Kiev e rejeitados pela comunidade internacional.













