Por esta altura, em grande parte dos últimos quinze anos, a atividade dos furacões já tinha diminuído mas, em 2020, com cerca de um mês da época oficial dos furacões atlânticos ainda a correr, os meteorologistas antecipam a formação de mais tempestades.
Com o furacão Eta, previsto para se desenvolver novamente e rumar a Cuba e à Florida na próxima semana, a época 2020 está agora empatada com 2005 para o maior número de tempestades nomeadas, embora os cientistas digam que este ano deverá quebrar o recorde de 2005 nas próximas semanas.
Um número recorde de tempestades danificou partes da costa do Golfo dos Estados Unidos e América Central.
Tem havido tantas tempestades nomeadas este ano que a Organização Meteorológica Mundial (OMM) ficou sem nomes de furacões no alfabeto, em setembro, e recorreu à utilização de letras gregas.
“As probabilidades de o recorde de tempestades atlânticas ser batido são relativamente altas”, disse um cientista atmosférico da Universidade Estatal do Colorado, nos EUA, Phil Klotzbach. “As condições atmosféricas em grande escala continuam a parecer propícias ao desenvolvimento de tempestades adicionais nas Caraíbas”, acrescentou ao CNBC.
Os grandes furacões Delta, Epsilon e Eta ‘atacaram’ todos desde 1 de outubro, quebrando um recorde anterior de apenas dois grandes furacões do Atlântico que ocorreram nesse mês, de acordo com Klotzbach.
Um dos responsáveis por uma atividade de furacões tão elevada no final da estação é o evento ‘La Nina‘ no Pacífico tropical, que reduziu o corte vertical do vento, que tipicamente impede a formação de furacões.














