Tekever fecha contrato com a Força Aérea para vigiar a Zona Económica Exclusiva com drones

A Força Aérea Portuguesa vai reforçar as suas capacidades de vigilância marítima com o sistema autónomo AR5, desenvolvido pela empresa tecnológica portuguesa Tekever.

André Manuel Mendes

A Força Aérea Portuguesa vai reforçar as suas capacidades de vigilância marítima com o sistema autónomo AR5, desenvolvido pela empresa tecnológica portuguesa Tekever. O contrato, assinado entre as duas entidades, prevê a entrega das plataformas e a obtenção da capacidade operacional inicial já em setembro.

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O acordo inclui, além dos sistemas aéreos não tripulados, a formação dos militares que vão operar a nova capacidade, uma estação de controlo terrestre e o sistema de gestão de missões ATLAS.

A integração do AR5 permitirá à Força Aérea realizar missões de vigilância marítima, segurança e defesa, bem como reforçar a monitorização da Zona Económica Exclusiva (ZEE). Os sistemas poderão também ser utilizados em missões de interesse público, nomeadamente no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), da segurança costeira e da proteção ambiental.

Segundo a Tekever, a formação inicial dos militares deverá estar concluída até setembro, acompanhando a entrega dos sistemas. Uma segunda fase está prevista para outubro, com o objetivo de consolidar a prontidão operacional das equipas e desenvolver novas competências.

“A incorporação do sistema AR5 representa um reforço significativo das capacidades operacionais da Força Aérea Portuguesa”, afirma o Tenente-Coronel Luís Henriques, Coordenador Operacional do Grupo de Trabalho AR5 da Força Aérea Portuguesa.

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O responsável acrescenta que a plataforma permitirá aumentar o “alcance, persistência e flexibilidade operacional” das missões e reforçar a capacidade nacional de monitorização da ZEE, bem como o apoio a diferentes missões de interesse público.

Para Pedro Petiz, Diretor de Desenvolvimento Estratégico da Tekever, o contrato coloca “uma capacidade autónoma desenvolvida e produzida em Portugal ao serviço da proteção do nosso espaço aéreo e marítimo”.

“Para além do fornecimento das aeronaves, vamos cooperar com a Força Aérea Portuguesa na consolidação e desenvolvimento de uma capacidade operacional própria que reforça a autonomia, a prontidão e a capacidade de resposta nacional”, acrescenta.

O Tekever AR5 é um sistema aéreo não tripulado de asa fixa, de média altitude e longa autonomia (MALE), destinado a missões de recolha de informação e vigilância de grandes áreas.

A plataforma pode permanecer no ar até 20 horas e transportar uma carga útil de até 50 quilogramas. Está equipada com comunicações via satélite (SATCOM), permitindo realizar operações para além da linha de vista rádio (BRLOS), e pode operar a partir de pistas curtas ou não preparadas.

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A Tekever afirma que os seus sistemas acumulam milhares de horas de voo em missões de patrulhamento costeiro, vigilância persistente, proteção de fronteiras, deteção de atividades suspeitas, proteção ambiental e busca e salvamento.

Entre as entidades com as quais a empresa tem trabalhado encontram-se o Home Office do Reino Unido e a Agência Europeia da Segurança Marítima (EMSA). Os sistemas da empresa estão também a ser utilizados na Ucrânia em missões de vigilância e reconhecimento.

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