O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, defendeu hoje, numa reunião com a chefe da Comissão Eleitoral Central, Ella Pamfilova, que as recentes eleições parlamentares demonstraram a legitimidade do poder no país.
“As recentes eleições confirmaram, sem dúvida, a legitimidade de todos os órgãos executivos e legislativos da Federação Russa, o que é especialmente importante nas condições atuais”, vincou o responsável do Kremlin, cujo partido, o Rússia Unida (RU), venceu o sufrágio apesar das denúncias de fraude pela oposição.
Putin sublinhou que a votação foi realizada em todas as regiões russas, incluindo as ucranianas anexadas em 2022, apesar das dificuldades que “eram criadas a partir do exterior”.
Pamfilova, por sua vez, agradeceu ao líder russo a aprovação de uma série de medidas que permitiram a realização das eleições.
Acrescentou que isso possibilitou às autoridades eleitorais trabalhar com o Ministério da Defesa, a Guarda Nacional e outros órgãos de segurança para criar condições de segurança durante o sufrágio, que se estendeu por três dias.
Durante o encontro com Putin, Pamfilova mencionou os veteranos da guerra com a Ucrânia que foram eleitos deputados nas eleições russas.
Na Duma, ou câmara baixa do Parlamento russo, haverá 46 ex-combatentes.
“Se falarmos das eleições a todos os níveis, o número é impressionante: 655 membros da ‘operação militar especial’ foram eleitos” deputados, frisou, referindo-se às assembleias regionais.
Pamfilova destacou ainda a elevada participação nas primeiras eleições parlamentares de toda a guerra — quase 60% —, nas quais o partido do Kremlin obteve o melhor resultado da sua história e renovou a sua maioria.
O RU, que apoia o regime de Putin, revalidou a maioria parlamentar com um número recorde de pelo menos 355 dos 450 deputados, anunciaram na semana passada as autoridades eleitorais russas.
O anterior recorde era de 343 deputados e tinha sido alcançado pelo RU em 2016, de acordo com a agência francesa AFP.
A seguir ao partido de Putin, o mais votado foi o Partido Comunista da Federação Russa, com 13,84% dos votos, seguindo-se o Partido Democrático Liberal (8,9%) e o «Povo Novo» (7,94%), enquanto o partido liberal Yabloko, o único que se atreveu a criticar publicamente a guerra, foi retirado do boletim em agosto, pelo Supremo Tribunal da Rússia.
Foi a primeira votação a incluir residentes de quatro regiões da Ucrânia que foram ocupadas e ilegalmente anexadas por Moscovo no final de 2022, decorrendo também votação na Crimeia, ilegalmente anexada pela Rússia em 2014.














