PSI alcança níveis de 2014 após seis meses de crescimento

O PSI encerrou o mês de junho com uma valorização mensal de 0,9%, atingindo os 7.456,3 pontos, numa trajetória de crescimento que se mantém há seis meses consecutivos.

André Manuel Mendes

O PSI encerrou o mês de junho com uma valorização mensal de 0,9%, atingindo os 7.456,3 pontos, numa trajetória de crescimento que se mantém há seis meses consecutivos.

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Este desempenho surge num contexto internacional marcado por uma regressão do índice europeu STOXX 600, que não conseguiu acompanhar a forte dinâmica dos mercados norte-americano, asiático e emergentes, explicam os analistas da Maxyield.

O crescimento anual do PSI é ainda mais expressivo, com um aumento de 16,9% desde o início do ano, reforçando a tendência positiva do mercado nacional, embora permaneça ligeiramente abaixo do desempenho do mercado espanhol. A evolução homóloga (comparação com junho de 2024) aponta para um crescimento de 15,1%, o que reflecte a recuperação após períodos de instabilidade no último trimestre de 2024.

Apesar do ambiente global favorável, o PSI enfrentou desafios no mês de junho, como a correção de cotações associada ao pagamento de dividendos em cinco empresas, além do agravamento dos riscos geopolíticos com a guerra Irão-Israel e a incerteza em torno das tarifas comerciais entre a União Europeia e os Estados Unidos.

O índice recuperou a tendência de subida interrompida em anos anteriores, situando-se próximo dos níveis máximos registados em 2014, há 12 anos. A variação mensal das ações no PSI foi significativa, oscilando entre uma queda de 14,5% na Mota-Engil e uma valorização de 10,9% na Galp.

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Sete empresas apresentaram valorização em junho, lideradas pela Galp com 10,9%, seguida pela EDP Renováveis (7,2%), EDP (4,9%), REN (2,9%), Corticeira Amorim (2,6%), CTT (2%) e NOS (0,5%). Por outro lado, oito sociedades registaram quedas, com Mota-Engil (-14,5%), Altri (-8,3%) e Navigator (-7,5%) entre as mais afetadas.

No acumulado do ano, dez empresas apresentaram crescimento nas cotações, com destaque para o BCP (42,2%), CTT (39,8%) e REN (32,7%). Em contrapartida, cinco sociedades sofreram quedas anuais, entre as quais a Navigator (-11,3%) e a Altri (-8,6%).

Comparando com junho de 2024, o top cinco das empresas com maior valorização inclui o BCP (96,3%), CTT (80,2%), Ibersol (41,9%), Sonae SGPS (38,1%) e REN (32,1%). As cinco com maiores quebras homólogas são a EDP Renováveis (-27,4%), Galp (-21%), Navigator (-18%), Corticeira Amorim (-12,1%) e Altri (-9,6%).

 

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